22
dez

O meu Natal é você

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

“O meu Natal é você” Foi com essa frase e ao som de aplausos fervorosos que um grupo musical fechou sua apresentação na abertura de um programa de expressão nacional, na noite dessa terça-feira, semana de Natal.

Ao mudar de canal vi um grupo que fazia abertura de um programa com vozes e danças, muito bonito por sinal, mas a música fechava o seu desenvolver sincronizando gestos e sempre apontando pro público em “O meu Natal é você”.  Obviamente referindo-se  a um bem, um(a) namorado(a), um grande amor ou até mesmo a um sonho utópico. Essa era a mensagem “natalina” do grupo. Inclusive caracterizado pelas roupas vermelhas com detalhes brancos nas mangas e golas.

Não é segredo nem  novidade dizer que o sentido verdadeiro do Natal foi trocado entre outras coisas, por um senhorzinho simpático, mas que não lembra o nosso avô nem  na roupa. Não é segredo saber  que as decorações estão carregadas de  partículas brancas que “ lembram” neve. E aí fica estranho uma coisa me lembrar, algo que nem conheço. Fazer o quê? Não é segredo saber que as pessoas até sabem que é comemoração do nascimento de Jesus, o problema é isso não fazer nenhum sentido.

A proposta é entender que Natal é programar uma boa ceia, desejar o bem a todos e consumir tudo que tiver direito e seu cartão suportar dividir. Até porque as promoções estão aí, os amigos secretos são oportunos e a gente só precisa completar com palavras tipo: Muita paz, sorte, trabalho, felicidade e saúde, o resta a gente corre atrás. Os especialistas dizem que a roupa branca ajuda a trazer paz ao ambiente e à vida.

Alguém perguntou no facebook  “Vocês tem visto presépios por aí?” É provável que sim, mas a cada dezembro a tendência é que tenhamos cada vez menos. Tanto na presença quanto no sentido.

As músicas praticamente são as mesmas, mas o foco é festejar e comprar. Ou seja, precisamos aproveitar. É época de  presenteamos amigos e famíliares, recebemos presentes e até de dizer: “Eu mereço  me presentear com isso”. O clima é tão envolvente que facilmente podemos nos pegar dizendo  “ Isso é que é Natal”. Pronto! Indiretamente nos tornamos o centro. Não é a intenção que é má, é o foco que é distorcido, é a influência que é forte.

Eu gostaria de me ver muito distante disso, mas estou por aí, em algum lugar desse quadro.

Verdade é que nem tudo é Shopping Center. Nos últimos dias ouvi muita reflexão boa sobre os riscos da inversão de valores principalmente nessa época, ouvi várias músicas exaltando o menino Jesus, recebi vários e-mails com mensagens de fato natalinas, fiz até uma música “Casa Aberta” pro Musical Santa Folia,  falando da alegria que é receber Jesus em todos os sentidos, a partir do senhor que recebeu em sua propriedade, José e Maria nos dias de dar a luz. Provavelmente em um lugarzinho na lateral de sua casa.

Feliz foi aquele senhor anônimo que abriu suas portas pra aquele casal. Ai eu viajo… Será que a esposa dele com a peculiar sensibilidade feminina, não foi lá dentro e pegou um lençol limpinho e deu a Maria? E uma toalha com água morna pra sua testa? E alguns biscoitos com chá? E a impaciência genética de ficar indo e voltando, perguntando se precisa de algo? E aquela coisa que mulher nenhuma resiste… Olhar e pegar um bebê recém-nascido?

Nós homens ficamos sensibilizados quando nascem nossos filhos, as mulheres ficam, quando nasce uma criança. E quando essa criança é a própria luz?

Não sei por que,  mas quando penso naquele lugar que certamente era onde ficavam os animais da casa, tendo a pensar em um algo simples, mas não imundo, com cheiro de animal, mas não fedorento. Imagino que aquela estrebaria era, entre todas da região a mais limpinha. Era aquela onde as crianças da casa gostavam de brincar, era onde quando nascia uma ovelhinha os vizinhos passavam horas apreciando e sugerindo nomes. Um lugar onde a vaquinha que também fornecia o leite pro café da manhã e quem sabe até o senhor distribuía pra algum vizinho, passava a noite sentindo seu bezerro dormir quentinho. Um lugar onde certamente os animais eram mansos e conviviam em harmonia, onde havia calor, luz e ventilação. Deus escolheu a dedo aquele lugar. Não poderia ser um lugar qualquer. Imagino aquele cantinho como a mais bem cuidada casinha de animais da cidade.

O indiscutível e unânime é que Jesus nasceu numa  estrebaria. Sim, só insisto que existe quarto e quarto, curral e curral, assim como estrebaria e estrebaria. Aquela era a estrebaria.

Tudo bem, digamos que há divergências. Que a releitura que cada um faz olhando pro texto dos evangelhos é percepção particular. Certo! Só não aumenta e nem diminui a simplicidade de um rei que de fato poderia ter nascido na enfermaria de seu Reino, mas nasceu entre coisas e pessoas simples. Nasceu numa estrebaria na cidade de Belém da Judéia.

Agora, uma coisa eu posso dizer com toda convicção da minha alma “Você não é o meu Natal, meu amor”.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão

http://radioagencianacional.ebc.com.br/festivalfm

16
jun

Um email pra uma velha amiga

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

Oi amiga,

Tudo na paz?

Como estão as coisas, na correria de sempre né? Sei como é isso. E a família vai bem?

Seguinte, e só pra avisar. Entre os dias 23 e 26 desse mês estarei aí na Ilha com a Cris e as crianças pra um encontro familiar e como ninguém é de ferro, estou me preparando psicologicamente pra suportar uns dias na terrinha à base de peixe, caranguejo, camarão, água de coco, etc. E matando um pouco a saudade das nossas belas e quentes praias.

Bom, é bem provável que a gente não se encontre, mas vamos lá que por acaso você resolva passear com a família na Litorânea nesses dias e aí perceba alguém parecido comigo, não se engane fácil, o que mais tem em São Luis é gente com a minha cara. Kkkk

Mas se você tiver quase certeza, olhe se o cara usa um colar de coquinho, esse de hippie. OK. Não vai mudar muita coisa, todo mundo (regueiro) da Ilha usa um colar desses, então veja se ele tem uma barriguinha… É uma probabilidade remota, já que todo cara 4.8 que se preza tem sua barriguinha acentuada. Hehe!

Vai aí uma boa dica. E eu sei que você como sempre, será discreta. Qualquer cristão que tenha a minha cara e outras marcas, mas tenha cabelo, NÃO sou eu. Faz muuuuuuuitos anos que não sei o que é isso.

Mas vamos lá que o cabra esteja com jeitão de turista e tal, não seja escandalosa. O que não falta é gente com minha cara de Bacabal, Axixá, Pedreiras, Codó, Imperatriz, Caxias, Coroatá, Peritoró, Lago do Junco, Ufa! De todo Maranhão passando um fim de semana na praia.

Tá bom, mas tá tão parecido que até a risada é igual e você que já esta a tanto tempo na dúvida, vai em frente e arrisca tudo, mas antes (sugestão hein!) pra que tenha certeza que sou eu, dê aquela disfarçada e grite não muito alto: – Oi Rubem!

Eu não vou olhar claro, já tem uns 30 anos que ninguém me chama de Rubem. Rsrs

Como última tacada, mas a última mesmo, até porque nessa brincadeira já foram uns 10 minutos. Crie coragem, levante a cabeça e diga: – Oi Rubão!

Aí sim, é quase certo que eu vou olhar, até porque a chance de ser eu é grande, uma vez que na Ilha só deve ter no máximo uns 15 borracheiros, uns 19 vendedores de peixe e 1 motorista de ônibus com esse nome e todos com a mesma cara. A minha. He!

Mas você tem sorte. Uáu! Os cabras estarão todos trabalhando e ali estará na sua frente o velho amigo, branquelo desbotado, turista de Brasília, eu.

Pronto! Serei eu mesmo em pessoa, após  tantos anos.

Só um detalhe, depois de todo esses arrodeios e mancadas  eu já teria percebido você a muito tempo. Hehehe!

Até lá, quem sabe.

Um beijo

25
fev

Uma conversa sobre a vida com Gonzaguinha

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

E a vida! E a vida o que é? Diga lá meu irmão…

Digo! A vida nada mais é que uma caminhada pra um rumo certo, até mesmo pra aqueles que andam em círculo. Não sabemos quando, porém sabemos que um dia ela terá fim. Isso é certo. “A dona morte não escolhe cara”, já cantava o poeta Naum. O fato é que a gente quer mais é distância dela. Lutamos incansavelmente pela vida e que esse fim se afaste. Suma. Escafeda-se. Como diria um sujeito nada otimista, – E eu lá vou contar com arrebatamento! Tô de olho mesmo e na dona morte. De olho pra fugir dela e que ela fique bem longe.

Ela é a batida de um coração… Desde quando nascemos a gente já luta pela vida. O doutor confere o coração e a mamãe garante que ele bate mais rápido quando ouvimos sua voz. Então, choramos pedindo leite quente e imploramos pra que alguém nos embale até não aguentarmos mais e nos entregarmos de vez ao sono, (embalo de bercinho ou rede é como anestesia geral), aí o tempo passa e a gente começa a soltar algumas frases tipo “quénaná” , “fez pôpô” e sempre tem alguém por perto que entende tudo.

Ela é uma doce ilusão… De repente vêm os passinhos, os tombos, as teimas, o ter que repartir, compartilhar, ou seja, a descoberta de que o mundo não é só nosso, mas é legal. Descobrimos no meio do alvoroço que somos menino ou menina e até os banheiros são separados, que coisa!

Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou é lamento?… Por ser uma caminhada, tem uma trilha cheia de obstáculos. A sugestão da “tia” do prezinho, é que se tente levar uma vida de maneira agradável respeitando os coleguinhas, o papai e a mamãe e os mais velhos. Mas tem colega do prezinho que prefere viver a vida perigosamente. A verdade é que os extremos são marcantes.

O que é, o que é meu irmão? Há quem fale que a vida de gente é um nada no mundo… Até que percebemos que o mundo ao mesmo tempo, está de olho em nós e nem tchum pra nossa adolescência. A gente “sabe” que é normal, mas ouve nos chamarem de “aborrescente” e isso nos aborrece. Claro! Só queremos ser vistos, mais nada.

É uma gota, é um tempo que nem da um segundo... É embaraçoso ser tratado como criança quando a gente entende que já é quase jovem, mas é muito chato ser cobrado como um jovem quando só queremos brincar de ser o que somos. Crianças! Isso é muito complicado. Sem falar que estamos na dúvida entre ser um atleta olímpico ou montar uma banda. Mas logo nos vemos tomando decisões, todos esperam que nossas escolhas profissionais sejam maduras (as que eles preferem pra nós) mesmo que do alto de nossos 16 pra 17 anos e diante do monstro do vestibular.

As pessoas começam a ver alguém de futuro brotar de nós. Um engenheiro, um advogado, um médico… Que importa? Temos é que responder com atitude, sermos bons profissionais em alguma coisa e de preferência com um casamento encaminhado. Como assim? Já?

Há quem fale que é um divino mistério profundo… Aquela canseira de apresentar o “bem”, almoço com pra conhecer a família, já passou, agora é programar um filhote, escolher o nome mais bonito entre os trilhões já existentes na face da terá e achar nele algumas coisas, além do branco do olho que se pereça conosco. Então dizemos: – Olha que coisa linda e perfeita, nosso filho é um presente de Deus. E é.

É o sopro do Criador numa atitude repleta de amor… Ufá! Como dá trabalho criar um filho e o pior é que ele sempre repete nossas travessuras, por outro lado trazem uma alegria pra casa “sem quantia”. Só é difícil imaginarmos que aquela coisinha gerada por nós cresceu, arrumou sua cara-metade e já vai ter o seu filhinho. Seu filhinho não, meu netinho. Só Deus pra explicar esse mistério. E o pior – ou melhor – é que o nosso lado criança, meio inconsequente, do contra e tal, aflora. Todas as balas, chicletes, chocolates, picolés e sorvetes são permitidos pra um netinho, ou vários. Nada paga aquele olhar de “O vovô é suuuuuper legal”. He!

Você diz que é luxo e prazer. E ser vovô é legal mesmo, temos um certo conforto, mas estamos sempre alertas. A vida tem suas surpresa e o tempo não perdoa. Você sente umas dorzinhas que não se afastam nem pra dormir e, dormir tarde, já era. Sal é uma coisa a ser administrada, pressão alta…

Ele diz que e vida é viver. Ela diz que melhor é morrer, pois amada não é e o verbo é sofrer… Fato é que os realizamos ao ver nossa prole bem. Nessa fase sempre encontraremos alguém reclamando da vida, de tudo e de todos não vendo sentido algum na existência. Pois eu quero é aproveitar esse tempo pra contar histórias de vida e dar bons conselhos.

Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé… O fim bate à porta. Mas vamos lutar pela vida com todas as nossas forças em todas as festinhas possíveis da terceira idade. Sem esquecer das excursões pra aproveitarmos as águas quentes e termais de Caldas Novas-GO. Tem sempre uma equipe jovem cuidando pra que a gente não caia, nem do ônibus.

Somos nós que fazemos da vida como der, ou puder, ou quiser. Agora é olhar pra vida e dizer: Valeu cada conquista, cada luta pelo amadurecimento adquirido, enfim, valeu ter vivido.

Sempre desejada, por mais que esteja errada Mas ainda temos tanta vida, tantos ensinamentos, tanto mimo da família. É bom sabermos que o respeito resiste e que todo mundo chama a gente de fofinho, mesmo com as orelhas já estejam bem maiores, o corpo sem agilidade, algumas marcas naturais que apelidamos de rugas e elas são interessantes porque nos aproximam dos colegas de dominó, do sol antes das 10h no banquinho da praça, de chás, de histórias antigas que só a gente gosta de repeti-las e ouvi-las. E a vida… Ah!,a vida é vista como um quadro belo, bem pintado, cheio de detalhes e de algumas coisas com idéia de incompletas no cantinho da tela. Coisas do artista. Alguns detalhes a gente pula, outros a gente se demora olhando e um “filme” vai passando, passando…

Ninguém quer a morte, só saúde e sorte E aí percebemos que o fim já se aproxima exatamente pra concluir aquele pedacinho fosco que ainda falta no cantinho da tela. E a gente entende o quadro da vida. Todo mundo já faz uma conta aproximada. Nada de daqui a 18 anos, sabemos que não dá mais tempo, é tudo tão rápido, “a vida passa, num pensamento”.

E a pergunta roda e a cabeça agita. Com as suas entrelinhas e pinceladas, é assim que a vida passa por nós. Há quem acredite que tudo se acaba ali. Eu não. Eu creio na eternidade.

Eu fico com a pureza da resposta das crianças… Não da pra esquecer as palavras de Jesus: “deixai vir a mim as crianças por que delas é o reino dos céus.” Não importa a fase da vida, importa sim, que a criança que não sai de dentro de nós corra pros braços do Pai, antes que seja tarde e o reconheça como aquEle que se entregou nós, nos chama de filhos e nos concede a vida eterna.

É a vida, é bonita e é bonita.

Viver! E não ter a vergonha de ser feliz

Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz…

Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será

Mas isso não impede que eu repita

É bonita, é bonita é bonita.

* Letra de Gonzaguinha: O que é, o que é?

Um xêro pra quem gosta da gente

Rubão

26
jan

Eu sou um cara das antigas

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

 Eu sou um cara das antigas… Sou do tempo que apelido não doía, olhe! Peninha, Coração de Papel, Zé Gordão,  Seu Mim, Ôi de Bomba, Bafo de Onça, Veim, Contra Pino, Robô, Braço de Radiola, Dedo de Aço (eu mesmo) e tantos outros. Todo mundo tinha o seu.

Eu?  Eu sou das antigas. Usei calça boca de sino, US Top, sapato Vulcabrás, tênis Conga e Kichute inclusive pra paquerar na pracinha e se fosse época de parquinho ou circo, aí eu teria que dar um trato bem dado na minha Monark Barra Circular que era a onda da vez pra dar aquele roller, o cara que tinha uma bicicleta invocada já saia com uns potinhos na frente. Leia mais »

26
nov

Quem ganhou, quem está ganhando, quem vai ganhar?

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

Nesses últimos dias, três cenas me marcaram profundamente:

A primeira é a violência que tornou o Rio de Janeiro um caos ainda maior, tanto que ontem tivemos que parar no meio do expediente pra fazermos uma corrente de oração tamanho era o grito das imagens nos sites e nos e-mails de  amigos vindos de todos os cantos e da “Cidade Maravilha”.  Muitos carros queimados, 800 policiais subindo um morro e ainda traficantes Leia mais »

18
nov

João queria me ver

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

Sexta feira, eu estava em casa pronto pra pegar minha viola, dar uma dedilhada e ficar olhando pra cima pra ver se cai alguma coisa do céu, que nem aluno quando não sabe a matéria em dia de prova. Eu falo por experiência: Música e letra até que já caiu, mas resposta de prova nunca caiu não, siô! Hehe.

De repente o meu celular toca, era um colega que eu não via fazia tempo, dizendo que Leia mais »

27
out

Vida, morte, libertade e prisão

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

Sai domingo bem cedo, ainda meio escuro e com chuva fina, pra uma viagem “solitária” de 150 km de Brasília a Anápolis. Parei no Jerivá pra tomar o tradicional café com pão de queijo, derretendo de quente e segui meu destino. Presídio Municipal de Anápolis.

Um amigo meu, esta com seu irmão preso lá, a razão: Atraso na pensão alimentícia. Esse troço da cadeia mesmo. Por essa situação e pensando em um conforto ao irmão, ele, meu amigo, armou essa visita e me convidou pra fazer parte do Leia mais »

5
ago

Férias. Todo mundo tem histórias pra contar

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

Minhas férias de julho foram tão tranqüilas quanto tirar um doce de uma criança. Aliás, o que eu vivi durantes esses dias, qualquer um poderia ter vivido. Quer ver só? Vou citar só quatro coisas.

Coisa um:

Já no começo do mês, voltando de Goiânia pra Brasília, ouvindo Beyoncé pra agradar minha filhota,  percebi que à minha frente numa subida longa, pista dupla,  tinha um caminhão seguindo outro caminhão sem pressa alguma. E nem eu.  Ao olhar pelo retrovisor, vi um carro vermelho vindo rápido. Pense num vermelho feio pra carro! Parecia fachada de farmácia 24h e com o sol das quatro e meia da tarde, aí é que Leia mais »

10
jun

Zezin o chatinho lá de casa

   Postado por: Rubao   em Papo aberto,       

Somos uma família nordestina de muitos irmãos, somos tantos que meu pai quando quer chamar por um de nós ele fala o nome de pelo menos cinco pra acertar um, ele grita: Chico, Toin, Jorge, Juscelino, Januáro. E ele queria falar só com Januário, mas é que confunde mesmo. Somos aquele tipo escadinha.

Nosso irmão quase o derradeiro e muito dengoso, é o Zé Pêdo, mas a gente o chama só de Zezin. Pense num meninozin chato, metido a sabedor de tudo quanto há, implicante que só fí de açougueiro e dedo duro que só vizinho de parteira. É ele. Como diria uma prima minha lá de Leia mais »