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O Lobo Grande e as Ovelhinhas

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

lobos-1.jpgUm tempo desses… fomos tocar numa igreja em São Paulo. Uma igreja pequena (I. Aliança, tavez seja o lugar onde mais vezes tocamos depois de nossa casa), muito aconchegante e beijoqueira, a gente fica até com torciloco de tanto dar beijinho. Detalhe, lá ganha beijinho o bonito e rico e o pobre e feio. Uma lição.

No final de uma de nossas apresentações, um camarada de voz baixa, um pouco acima do peso e muito gente fina nos procurou e disse: - Eu posso tentar levar vocês em um programa de televisão? é que eu trabalho na ponte aérea, passa muita gente boa por ali e eu gostaria de tentar. Claro! respondemos, afinal não tinhamos nada a perder apesar da influência de Tomé.

Um mês e pouco depois o telefone toca, era ele, o mano. – Pessoal, tá tudo certo, consegui uma apresentação naquele programa que falei ( coisa de ponta na TV brasileira) vocês vão ter que vir na segunda-feira, a gravação será na terça. Já está certo a hospedagem no Hilton (um 5 estrelas no centro de Sampa, nóó!!) Quem tinha barriga teve dor-de-barriga, alguns foram mais longe. Enfim, agradecemos a Deus pela graça e fomos.

Esse programa sempre leva artistas ou pessoas que fazem algo chamativo, inusitado, por exemplo: sucesso no exterior e anônimo aqui, estourou vendendo milhões de cópias de Cd’s sem a força da mídia, caiu na graça de um artista internacional, enfim, algo excepcional. Nós não tínhamos nada disso, só a vontade do Pai. Só?

Lembro-me que antes da gente sair do Hotel, os caras (da banda) resolveram ensaiar um vocalzinho que tem no começo da música, o problema é que eles não entravam em acordo, um fazia a voz do outro e foi ficando um clima tenso.  Eu que iria cantar a música, comecei de tabela, a ficar grilado. Ora, se eles que só vão cantar isso… estão nervosos e errando, eu tô é lascado. Pensei.

Fomos bem recebidos, isso caiu como um calmante. E naquele dia como de prache tinha vários artistas entre eles o Evandro Mesquita (líder da Blitz e ator) um cara muito simpático e boa praça, rolou até uma tietagem ( de nossa parte. Tá pensando o que? he! ). A gente então deu uma passada no som, fizemos o reconhecimento do terreno, Ufa!  A hora tava chegando e nós como toda banda que se presa, estávamos com uma caixa de Cd’s pra distribuir do apresentador aos contra-regras, e fizemos. Pegamos mais um Cd e o Paulinho, último a autografar, teve a missão de entregá-lo ao único artista que ainda não havíamos esbarrado nos bastidores. Era um corredor pequeno, ambiente ideal pra de presentear ou tietar. Todas as investidas foram ótimas. As boas maneiras ensinam que a gente deve receber e agradecer mesmo que depois nem ouça ou jogue fora. Isso é ética.      

O Paulinho então, entrega ao artista, ele recebe e até agradece ( foi ético),  em seguida ele dá um grito – O QUE QUE É ISSO? EU DETESTO ESSE NOME, ESSE NOME ME FAZ MAL ( isso não foi ético). Foi preciso que o empresário dele entrasse na frente pra que ele não agredisse o “magricela” do Paulinho. Ninguém entendeu nada, mas foi o nome de JESUS que carregamos na capa de todos os Cd’s da ” Cia. de JESUS ” que o incomodou a esse ponto. Confesso que nesses 17 anos de estrada nunca vi nada igual. Nem quando tivemos que pegar uma aparelhagem emprestada ( ou alugada, por conta de um problema no som) em Codó no Maranhão, onde o dono era um Pai-de-Santo, chamado Bita de Barão. O cara foi educado e o som dele foi ungido e “convertido” em bençãos por que o povo foi abençoado.

A turma do deixa disso acalmou os ânimos e voltamos pro camarim grilados e nervosos até porque estávamos alí com mensageiros do Rei, deveríamos ser respeitados com tal, a serpente tem que estar debaixo dos nosso pés… e mais um tanto de méritos e reinvidicações automáticas que nos vieram a mente, sem contar com o anjo Gabriel que deveria estar por alí e não apareceu. Que nada, a ficha caiu e nós oramos ao Deus de Abraão (e nosso) por nós e por ele. “O Livro de capa Preta” diz: Bem aventurado sois vós quando vos perseguirem e disserem mal contra vocês por minha causa. Mat. 5:11. Não pedimos fogo consumidor, pedimos graça e misericórdia.

O próximo cenário foi: Ele dando uma entrevista falando de derrotas ao ponto de, o entrevistador perguntar: – Você só vai contar hoje suas derrotas? Após a entrevista ele teve que continuar no palco, sentado ao lado, porque no final voltaria pra cantar.  Chega nossa hora de entrar e entramos. Ele e todo o Brasil nos ouviram cantar “Só Deus pode mudar esse país de vez, só Deus.”

Esse “Lobo Grande”, é um artista famoso no meio secular, compôs entre outras “Vida bandida” e “Vida louca, vida”. Ele é conhecido por Lobão, um declarado consumidor e defensor da maconha. Pra mim sua rebeldia nada mais é que um grito de socorro.

Ovelhas são aqueles que amam o Bom Pastor, experimentam o seu pastoreio e tem como missão fazer com que todos conheçam o amor genuíno e transformador daquEle que deu sua vida por todos inclusive os “lobos”.

O Lobo Grande não pegou as ovelhinhas, mas ouviu o seu canto. Quem sabe um dia ele conte essa história pra outros “lobos” com mais um capítulo, com outro final. Essa é minha oração.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão

Jaques
 1 

Querido Mano Rubão, que bom relembrar momentos como esse que voce descreveu, voce está ficando bom nisso hem, da pra escrever pra qualquer revista famosa…

maio 21st, 2008 at 17:54
Rubão
 2 

Mano Jaques,
O problema é que você é suspeito… hehe!!!
e ainda temos muita história pra viver, contar e escrever.
abração

maio 21st, 2008 at 20:45
Andrezão do Molejão
 3 

Concordo c o Jacó…… outra coisa: era no programa do “GORDO”?

maio 22nd, 2008 at 0:31
Rubão
 4 

Nem tanto Molejão. hehe!
quanto ao programa…foi.

maio 25th, 2008 at 18:06
Yone
 5 

São relatos como esse, que me faz crer que nada acontece mesmo por acaso. Parabéns por terem tido a sabedoria de analisarem o ocorrido como um recado divino.

abraços

agosto 12th, 2008 at 18:18
Rubão
 6 

Oi Yone,
você tem razão, na hora a gente não entende, mas logo vem a calmaria e Deus é glorificado.
obrigado por suas palavras.
beijo

agosto 13th, 2008 at 10:39
Priscilla
 7 

Amém! Meu, nós somos medrosos demais.. graças a Deus, porque assim a gente abaixa a nossa fuça e pede graça a Ele. Aí sim, com a autoridade de Cristo em nós, podemos batalhar na linha de frente – e sem medo.
O sangue de Jesus Cristo TEM poder.

outubro 13th, 2008 at 12:34

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