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Mas eles não estavam mais ali

   Postado por: Rubao   em Melhores Artigos, Papo aberto

criancasnaagua.jpgJoão tinha 22 anos quando saiu de sua casa no interior de Pernambuco deixando a família, toda uma história, e aventurou-se solitário naquele ônibus entoando seu monólogo apenas para aquela janela transparente que misteriosamente misturava lembranças do que ficou, coisas novas correndo do outro lado do vidro e a expectativa do que a vida lhe traria. O ônibus seguia com destino a Campinas, grande cidade próxima à capital São Paulo.

João, como milhares de nordestinos, partiu a convite de parentes pra tentar a sorte na cidade grande. Era uma oportunidade imperdível de estudar, trabalhar e quem sabe, um dia voltar pra “terrinha” como orgulho de seu povo.

O Jovem chega e depara-se com uma avalanche cultural a começar pelo sotaque carregado, era estranho, ouvir e ser ouvido. Também o clima frio inimaginável em Pernambuco. Pra ele, uma camiseta e uma camisa de mangas compridas por cima resolveriam qualquer novidade climática, coitado! Além da surpresa a bronquite, a vegetação diferente, culinária diferente (sem aquela farinha), ritmo de vida acelerado, algumas coisas trocadas como, por exemplo: A macaxeira era mandioca e a mandioca era macaxeira, mas com pouco tempo João se familiarizou com a cidade e as coisas, e começou a “caminhar com seus próprios pés”, superou os desafios da saudade com novas amizades, conseguiu emprego e saiu da casa dos parentes pra dividir república com amigos sonhando alto com a nova vida.

A cidade grande além de muitas oportunidades oferece também os perigos da violência urbana que vão desde seqüestros relâmpagos até ao violento e malvado trânsito que não perdoa classe, cor ou credo.

Pois bem, João se torna vítima do caos urbano quando recebe num final de tarde a triste notícia de que seus parentes, os únicos ali naquele mundão de meu Deus, sofreram um terrível acidente voltando pra Campinas e faleceram. A cabeça de João dizia pra ele: Corre, pára, telefona, fica calado, grita, chora, consola, faz alguma coisa, procura informação, informa… Tudo ao mesmo tempo.

João ainda incrédulo olha em sua volta e vê um grupo de amigos consoladores e solidários, mas aqueles que o levaram, os únicos que ele conhecia até pouco tempo em Campinas, eles não estavam mais ali. Como administrar dor, saudade e questões? Como calar as perguntas que se organizam, fazem fila e gritam exigindo explicações?

Todo semana surge no Brasil uma nova ONG a partir de alguém que teve sua história marcada pela violência. Ninguém é tão sensível a esse monstro como aqueles que foram vítimas dele. Só quem passa é que sabe.

Pois bem, se você trocar Pernambuco por Maranhão, Campinas por Anápolis-GO e João por meu nome, você concluirá que essa história é a minha história. E é mesmo. A minha querida prima Flor (Nini) e seu esposo, meus únicos conhecidos no Centro-Oeste me trouxeram pra cá, e de uma hora pra outra, numa mistura de imprudência ao volante com a indecência de nossas estradas, eles e o filho mais velho, numa tarde cinzenta de domingo, antecipam o fim da história num trágico acidente voltando pra Anápolis. Pronto, fiquei “órfão”! Todo mundo que eu conhecia se foi, eles não estavam mais ali. Era uma sensação esquisita quando eu olhava pra rua e dizia: Ali mora dona Célia, ali mora Gilberto, aquele doutor é bom médico e bom visinho, aquela galera é minha amiga e me conhece pelo nome. Tudo a partir de alguém que… A minha esposa quando solteira morava na casa de frente da casa da minha prima, e foi lá que eu a conheci. Que doideira! Daí veio faculdade, banda, família, irmãos do peito, um universo de coisas e amigos em “outras terras” que eu não conseguiria contar nas mãos, nos pés e nem nas folhas. Mas eles não estavam mais ali.

No Maranhão, filho de primo é sobrinho. (ponto). Na época, três filhos da minha prima, portanto meus sobrinhos, que não estavam no carro e tinham menos de dez anos, ficaram órfãos e sofreram todo tipo de pressão psicológica que se possa imaginar. Não é fácil entender nessas circunstâncias o que é Dia das mães, pai herói, medo de escuro, comida saudável, puberdade, ser visto sempre como um coitado, conviver com respostas que não gostaria de dar, enfim, ser órfão. Isso acontece todos os dias, mas assim como nas ONGs, interessa mesmo é pra quem sente na pele. Eles dizem que “Deus tem um plano e sabe todas as coisas”. Palavra deles. Amém!

Outro dia passei lá “na rua” a calçada onde eu gostava de sentar com meu violão em meados dos anos 80, no friozinho de um sábado ao final da tarde, tava lá, o mesmo asfalto tava lá, alguns vizinhos ainda estavam lá, mas eles não estavam mais ali.

Meus sobrinhos vão bem obrigado! Estão formados e encaminhados na vida, acreditam em Deus como Senhor do universo e ainda me chamam de tio, e ai daquele que não chamar. “Respeito é bom e conserva os dentes”. rsrs. Ficaram órfãos, mas não desamparados, nunca vi nenhum deles mendigando o pão e nem questionando Deus por coisa alguma, eu também não questiono.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão

22 comentarios para

 1 

Rubão,

Assim que comecei a ler o texto, percebi que seria sua história mesmo. Afinal, vendo você descrever tão bem a história daquele “personagem”, pude reconhecer de imediato algumas coisas em comum com sua própria história, que conheço tão bem. Ao ler seu texto me veio à lembrança essa fase tão terrível para você e sua família. Naquela ocasião já éramos amigos de infância – há uns dois meses, hahaha.

O desfecho final se deu em um feriado e estávamos numa convenção (ou congresso) da Igreja Batista. Naquele ano a convenção estava sendo realizada na cidade de Ceres, em Goiás e, no momento da triste notícia do falecimento de sua prima Flor, estávamos numa roda de viola, cantando e papeando com a galera, ali bem em frente à entrada do templo da Igreja Batista de Ceres.

Me lembro de ter havido muita estranheza já que a notícia corrente dois dias antes era que ela havia apresentado, aparentemente, significativa melhora no seu quadro clínico (após o acidente, do qual ela havia sobrevivido, permanecendo internada no hospital, em Brasília).

Lembro bem de você ter retornado para Anápolis imediatamente. Eu que estava “estreando” ali entre a galera da Batista, não deixei de também me sentir um pouco “órfão” (mal-comparando) nos dias que se seguiram, já que você era minha principal referência naquela caravana – que permaneceu na convenção – composta por gente muito simpática, mas com as quais eu tinha pouco ou nenhum contato.

Lamentavelmente não conheci sua prima, nem o sobrinho e o marido que também se foram. Melhor dizendo, meus olhos nunca os viram, mas os conheci de ouvir falar. Suas referências à sua prima Flor, desde antes de sua morte iminente, sempre foram as mais carinhosas e elogiosas possíveis. Em Lucas 6:44, a Bíblia ensina que pelos frutos se conhece a árvore. Se por um lado não conheci pessoalmente, por outro pude conhecer desde tenra idade os “frutos” de prima Flor. Seus sobrinhos, de fato e de direito e, pra nós, sobrinhos “adotivos” os quais sempre acompanhei, às vezes de perto, às vezes à distância, mas de uma forma ou de outra sempre presente, através de você. Mirando suas vidas é perfeitamente possível imaginar o quão especial foi a “árvore” que os gerou.

Os “sobrinhos”, de fato cresceram e se tornaram pessoas de bem. Como você bem disse estão formados e encaminhados na vida e acreditam em Deus como Senhor do universo. Digo mais, certamente sendo referência por onde passam. Imagino até que a esta altura já exista algum querendo produzir seus próprios frutos. Para mim é sempre uma alegria encontrá-los pessoalmente ou virtualmente aqui pelo blog do “Tio”, onde eles sempre têm uma participação pra lá de especial. Os cabras até rima fazem, né não “sobrinhos”?

Meu velho, ao conhecê-lo, lá pelos idos de 1905, abriu-se um novo leque de relacionamentos para mim. Juntos fomos por 2 vezes ao Maranhão, onde não deixei nada passar despercebido. Desfrutei de tudo o que havia lá na terrinha; Pessoas, sabores, aromas, trejeitos, modos, maneiras, manias, graças, gírias, sotaques etc. Deve ter algum por lá, mas nunca conheci um Maranhense paia. Dos entregadores de carta lá da rua de seu pai até os amigos que freqüentam esse seu espaço virtual, todos são muito especiais para mim. Tudo isso porque “João” um dia, aos 22 anos, resolveu partir pra o desconhecido. Louvo a Deus por sua vida, pelas vidas de nossos “sobrinhos” e por todos os que conheci por seu intermédio. Pra não espichar ainda mais (escrevi mais do que podia e menos do que gostaria… vão desculpando aí), ao cumprimentar – além de você e os “sobrinhos” – Neto, Lia e filhos por Codó, Irla e Irlene por São Luiz, cumprimento a todos os amigos que freqüentam esse blog e pelos quais também tenho grande carinho.

Abraços!

outubro 2nd, 2008 at 19:28
Marcelle Lúcia
 2 

Irmão querido,
Depois de um dia tão complicado:(…chego em casa e entro no seu blog, encontro esse texto maravilhoso, e vou lendo e lendo…e me vejo desligando o micro e colocando o joelho no chão, pedindo perdão ao Senhor por tantas reclamações e agradecendo por vc existir e escrever essas lindas palavras!!!
Obrigada!!!! :)

outubro 2nd, 2008 at 21:59
Anselmo Neto
 3 

Você falou quase tudo… e o Betão completou. É por isso que me amarro nessa dupla.
Conheci a Flor e acompanhei com a família (tua e dela) a tragédia daquelas crianças que tiveram tudo para dar errado, mas, pela fidelidade de Deus e para a glória dEle hoje são exemplo de como Deus mantem a aliança com seus servos e cuida de seus rebentos.
Rubão, valeu por nos lembrar essa história comovente e exemplar.
Meninos, obrigado pela lição.Fiquem na paz!

outubro 3rd, 2008 at 13:04
Rubão
 4 

Oi Marcelle,
você tem razão, a gente deve aprender a ser sempre grato pelos cuidados diários do Pai.
suas palavras são edificantes.
Deus te abençoe.
bjo
Neto,
História é pra quem pode né?
A gente nem sempre escreve os fatos da história da vida, mas podemos escrever a superação dos seus obstáculos.
taí o exemplo.
Betão,
Você mandou bem, alias posso dizer que você é o meu mais velho amigo dessa segunda etapa da vida, um AMIGO presente. Presente na atitude e presente de Deus. E você tava lá na hora da notícia como narrou.
terminou que tu viraste tio também e eles tem muita consideração por você.
O André era metido a valente lembra? com todo aquele fisico de “recruta zero” queria encarar um paquera da Piscilla que dava 3 dele. Haha!! Tive que dizer:
- Cara pega leve, se você arrebendar esse cara, a gente se complica com a polícia. rsrs.
O Adriano além de jogador é metido a psicólgo, acho que foi por isso que casou com uma.
A Pri, ficou uma moça bonita, e logo começou a aparecer os candidatos a sobrinho que eu cortava baixo, ela nunca deu trabalho, mas o André morria de ciúme.
Qto à galera da terrinha que a gente já foi tantas veses, você disse a verdade, o povo é sangue bom mesmo.
Tu já és cidadão maranhense por honra ao mérito.
abração

outubro 3rd, 2008 at 14:34
 5 

Rubão continue abençoado e abençoando.
Um grande abraço.

outubro 3rd, 2008 at 23:09
Giovanni
 6 

Rubão,essa história me fez lembrar quando fiquei órfão de minha irmã Antônia, aqui em Brasília. Obrigado por escrever estes textos que nos leva a reflexão de uma maneira leve, suave, com bastante humor.
Um abraço
Giovanni

outubro 4th, 2008 at 1:21
Rubão
 7 

Valeu Horllíkyo
Deus te abençoe irmão
Mano Giovanni
A receita é a mesma: Cabeça pra cima, fé em Deus e bola pra frente.
Deus guarde o seu coração
grande abraço

outubro 4th, 2008 at 15:40
Malu
 8 

Só estou passando prá dizer que tenho acompanhado seu blog e que os textos são uma delícia. Não esperaria outra coisa.

Rubão, que Deus continue te usando, neguinho.

Abraço cheio de carinho e saudade,
Malu.

outubro 8th, 2008 at 17:05
Andrezão, o sobrinho...
 9 

Bom, não tinha como não chorar ao ler esse texto. Mas é de uma alegria misturada com saudade dpois do q vc escreveu…
Essa é a sua história q se mistura com a minha q é a nossa história e dos meus irmãos… Não tem como esquecer da Cris…. nunca disse isso prá ela, mas tenho um amor imenso por ela…. nunca esqueço do carinho com que sempre nos tratou…. até nas coisas mais simples como aqueles lanches de fim de tarde que ela levava na “escola” em que iniciei meu aprendizado em música com vc….
Se hj sou malandro é pq me espelhei em um, no melhor e mais refinado sentido…
O q seria d nós se não fosse a sua presença sempre equilibrada ao nosso lado…. não esqueço de nada, absolutamente nada, nem dos pães que vc trazia em casa….hehehehhe….
Definitivamente vcs estão marcados na nossa vida, é apenas mais uma história de vida, mas é a nossa história e me orgulho dela pq mostra a mts q Deus é real….
Aos queridos q não nos conhecem pessoalmente, apenas pelo blog, quero dizer q somos pessoas absolutamente normais… pode se perceber isso pelos comentários postados no blog… é a alegria do Senhor na nossa vida…
Aos tios…. nós tb amamos vcs pq sabemos tb da história de cada um d vcs…. como não aprender com uma amizade fiel como a q vcs mantém até hj e cada dia melhor, estendendo todos os seus benefícios para as suas gerações…
Meus pais certamente deixaram um grande legado de honradez e caráter cristãos que permanecem até hj… na verdade, msm não tendo os pais presentes há 20 anos (os perdi com 8 anos, tenho hj 29 anos, e parece q foi ontem q td aconteceu…) sempre levei a sério o mandamento de honrar os pais msm com todas essas circunstâncias….
Sem perceber, transmiti isso a minha esposa em relação aos seus pais… sem perceber, fui bem sucedido pq era como se quisesse orgulhar meus pais, sem perceber, deixei Deus conduzir minha vida como um pequeno barco à vela q vai onde o vento soprar, sempre devagar e sempre……
De fato, meus irmãos são benção hj… verdadeiras referências para todos os que os conhecem…. vai entender né?…. referência até dentro da família para todos os que tiveram toda a estrutura familiar q naum tivemos…. mas enfim…. td é Dele, prá Ele e por Ele… a Ele a glória….

Titio, só uma falha grave: VC ESQUECEU QUE A FAMÍLIA AUMENTOU, E TEM SOBRINHA AQUI QUE FICOU TRISTE POR NÃO TER SIDO LEMBRADA….rsrsrs….

Ah, qto a ser valentão, acho q eu tinha vocação…. olha só o q acabei virando na vida né…..hehehhee…. hj sou mt mais controlado pq naum preciso usar da valentia mais….

Perdi aquele físico de “recruta zero” prá me amoldar o físico do “seu boneco”…..kkkkkkkkkkkkkkk

Como disse meu “tio” Betão, escrevi mais do que devia e menos do que queria….

Abraço em todos…. tb no braço de zambeta do Neto e toda akela família bonitona, né Lia….hehehehe

Deus nos abençoe ricamente com uma vida abundante e cheia de sentido………

outubro 9th, 2008 at 1:24
Rubão
 10 

Oi Malu,
sua presença é sempre boa, podemos abrir a roda, mandar uma violada e tomar um chima quetinho. Um abraço pra Curitiba.
beijo neguinha

outubro 10th, 2008 at 0:05
Carlos - BA
 11 

Oi Rubão, irmão não conheço sua familia de perto, mas por esse emocionante texto posso imaginar os laços e a direção do Pai sobre você. O Andrezão, que certamente é um dos três me emocionou fortemente com suas palavras, sei que ainda tem muita histórias emocionantes nas entre-linhas. Palavras fortes e seguras assim como todos os comentários desse texto. Fica até difícil dizer alguma coisa. mas vou dizer duas.
1- Fiquei com vontade de conher pessoalmente seus abençoados sobrinhos.
2- Deus abençoe a todos vocês, e que voces continuem sendo bençãos pra nós.
na paz do Senhor…

outubro 10th, 2008 at 0:16
Jean Bayma
 12 

Eu faço parte da primeira geração da PIB de Codó após o João sair pra cidade grande. Fiquei intimo do João só de ouvir falar dele. Afinal quem não conhecia o “Rubinho da Tia Júlia e do G.G”?. O João era aquele tipo de cara na igreja que todo mundo queria imitar. O cara era bacana demais, boa pinta,fortão, tocava muito, já tinha pouco cabelo na época e pode acreditar, embora estiloso, ainda não era “100% regueirro”. E nas idas e vindas do João lá da cidade grande, principalmente nas vindas a gente não se desgrudava, ou melhor eu é quem grudava que grudava nele que nem chiclete, afinal o cara era uma árvore frutifera e eu ficava sempre naquela espectativa de “sugar”um pouco da “seiva boa” do cara. Eu era frequentador assiduo da casa do Pai do João… Todos os dias eu tava lá “batendo o ponto”, tomando uma água de côco fresquinha, tirada do pé na horinha, vez ou outra rolava aquele “farôvo” (mistura de farinha de mandioca com ôvo frito) que só a Julinha sabia fazer, a tá e diga se de passagem o ôvo a gente pegava no quintal ainda chamuscada por “coliformes fecais” lá no galinheiro do G.G ôvo de uma legítima galinha caipira, em todos os sentidos… que beleza!!!
Numa dessas idas na casa do G.G ele me apresentou um sobrinho vindo da cidade grande… O pirralho era invocado, zangado, e estava sempre morimbundo pelos cantos. O G.G. me contou a história dele, ele tinha perdido os pais e um irmão num terrível acidente de automóvel lá pros lados de Goiás, era perfeitamente aceitável seu comportamento diante de tamanha tragédia. O guri tinha uns 9 anos de idade. Magrelo, calado, mas, me chamou muita atenção. Aprendi a primeira lição com o moleque: ” E se fosse eu? como seria minha reação? e se fossem meus pais e meu irmão?” Sei que o garoto depois daqueles dias continuou viajando pelo interior do Maranhão. Foi até pra São Bernardo. São Bernardo? Sim, São Bernardo, era a cidade mais louca que eu conheci no Maranhão. Uma cidade de primeira, daquelas que na segunda marcha na motocicleta a gente enxerga a placa de “volte sempre”, a gente se amarrava em São Bernardo. A primeira vez que fui lá, fui com o João e que barato a gente foi de Motocicleta, tava me sentindo igual aqueles personagens do desenho animado da corrida maluca… Foi muito bacana… Uns 120Km de Codó pra lá, mas, parecia uns 1.200km… Será que a motoca do GG era veloz? A turma brincava dizendo que quando o Pr. G.G estava saindo da igreja votando pra casa com sua amada sempre dizia: “Segura Julinha que vou aumentar a velocidade pra vinte (20km/h) kkk… Manêro né!
Quando chegamos lá no “Bernardo” o João falou que a gente iria visitar os “primos”. Fiquei imprecionado depois das visitas, de cada 10 casas da cidade em que a gente entrava, 9 eram de primos do João… Rs rs… “ô cara pra ter primo é o João”. Mas voltando ao garoto que conheci, a vida continuou e lá pra meados de 199… e antigamente… mais ou menos, a vida me pregou uma peça: fui morar em Teresina-PI, pra quem não conhece, teresina é uma cidade fascinante, um pouco quente, mas, de um povo cativante… Tem uma história de um cara que se encostou em um coqueiro e ouviu um barulho esquisito de fervura, quando ele olhou pra cima constatou que era a água do côco que tava fervendo… Sem exageros Teresina é quente. Morei por alguns tempos na casa de um grande amigo o Daniel, esse é outro cara que tem um monte de primos. E foi lá que reencontrei o Garoto, já adolescente, caladão, de óculos, tipo Nerd. O cara pegava uma revista “Veja”, sentava a mesa e literalmente devorava a revista, nunca tinha visto aquilo; enquanto a gente folheava a revista e passava a vista em alguma coisa que nos interessava o Nerd lia até as páginas de propaganda. De repente estávamos nós ali, eu, Daniel e o Garoto estudioso. Ele dizia que queria ser advogado. Fazíamos tudo juntos, iamos a igrejinha do centro, as vezes de “buzão” (transporte coletivo), as vezes a gente ia caminhando mesmo, batendo papo e tirando sarro um do outro. A noite era “federal” rolava sempre uma coca-cola com limão.. hum delícia! só que a gente esperava todo mundo de casa dormir pois a concorrência era grande… tomei tanta coca-cola com limão que graças a essas aventuras, contraí uma gastrite e hoje sou da turma natureba – só tomo suco natural. As vésperas do vestibular o nerdzinho estudava não muito, mas, o suficiente, sabe como é que é, o cara foi abençoado por uma inteligência especial vinda direto do trono de Deus… Éramos os três mosquiteiros “um por todos e todos por um” haviam até aquelas confissões de adolescentes apaixonados e suas respectivas paixões pelas namoradinhas da época, que a gente jura de pé junto que só as mulheres conversam sobre o assunto, nós homens não, a gente prefere assuntos mais edificantes tipo “futebol… música…” kkk balela! a gente chorava pra caramba falando sobre as namoradas (hoje é fácil confessar). Aquele menino se tornou um adolescente, amadureceu antes do tempo, afinal ele teve que aprender a ser “homem” muito embora fosse apenas uma Criança. Aprendi com ele uma outra lição, quando perdemos a mãe do João, “sentimento esquisito esse de perda”… O João já homem formado, perecia um menino de colo, e o garoto embora “menino” já era “homem maduro” de consolado, passou a ser consolador, de desprovido, compartilhou a provisão de um ombro amigo (e como isso é importante). Eu ouvi da bôca do garoto quando a terra tocava o caixão, provocando um barulho sêco, grave, ôco… indescritível (no interior enterra-se pessoas em caixões – não as depositamos em urnas funerárias)… entre lágrimas, soluços, chôros de saudades o garoto pronunciou pra si mesmo essas palavras… “esse é o fim de todas as pessoas” Eu entendi o que ele quis dizer… “a vida é um ciclo, a morte é uma pausa e continua… por que depois de tudo vem a eternidade…” A vida prosseguiu. O garoto nerd, virou Doutor, e a profecia que ele mesmo pronunciou ainda menino se cumpriu, o cara é advogado, agora delegado, enfim um fio de esperança no mundo sem escrupulo “aquele que aprendeu com a Lei de Deus hoje é um representante legal da lei dos homens “.
Um dia desses tava navegando nos mares dos MSN´s da vida e reencontrei meu amigo Daniel, o papo tava super interessante, recheado de saudades quando ele me falou que tinha outra pessoa na parada, era o Garoto, o menino que teve que virar homem antes do tempo, que saudades mano! Deu pra gente trocar umas figurinhas antigas e descobrimos que temos amigos contemporâneos… Obrigadão amigão pela terceira lição… “As pessoas especiais não morrem jamais, mesmo ausentes, elas sempre estarão presentes em nossas vidas”…. Valeu Andrezão!

ps: o João virou Rubão… O Garoto virou Andrezão… e eu por um acaso Carneirão… e continuo tirando onda… Valeu Rubão eu também tô na história! e esse teu Blog é a oitava maravilha do mundo moderno

outubro 10th, 2008 at 18:22
lia
 13 

Carambas!!! Essa foi pra chorar. Mas essa história apesar de triste é bela, como um pai e uma mãe podem deixar exemplos para uma vida toda. Esta é uma homenagem devida a pessoas tão especiais como esses “meninos”. Hoje adultos, mas assim seriam chamados por seus pais,´pois filhos nunca crescem, sobrinhos também. André, Adriano e Priscila são joias raras! Valeu Rubão.

outubro 10th, 2008 at 21:06
Rubão
 14 

Oi Lia, você disse tudo, nem vou comentar.
Eu sei que você chorou.
bjo

Jean, Você também pegou pesado e eu não tenho mais idade pra essas coisas não. Não se esqueça que eu tenho altas paradas na Artéria abdominal, mas sobrevivi.
cara, é bom ouvir esse lado pessoal até pra não parecer que é coisa de tio puxa-saco. Agora eu vou contar uma que você não sabe. Quando fui a Codó numa de minhas viagens tava rolando um louvor na PIB e a galera tava meio perdida, por que o cara que mandava bem (conduzindo os cânticos) estava pra Teresina e não chegou a tempo, e eu ali assistindo aquilo, parece que a galera queria mostrar serviço. Qdo de repente apareceu um guri franzino, cabeça seca, cebelos da cor de palha de cana secando, usando um oclinho redondo e no auge dos seus 17 anos por aí… O irmão gritou: – Agora o louvor vai ficar bom, o homem acabou de chegar e todo mundo olhou pra trás. O muleque entrou direto e só disse uma coisa: “Pessoal, eu vou louvar, quem quiser louve comigo”. E aquele garoto era você, que não deu moral pra “moral” do que estavam querendo fazer de você. Sempre que rola uma oportunidade em debate sobre equipe e liderança de Louvor, eu cito esse fato pra galera. O louvor não depende de quem dirige, mas sim de corações quebrantados.
abraço Carneirão

Carlos, você precisa conhecer essa galera de perto. vale a pena. De qualquer forma saber que essa história abençoou sua vida, já é um motivo de louvação.
fique na paz irmão

André,
Suas palavras emocionaram a mim, a sua tia Cris e com certeza a todos que leram seu comentário, até por que não se trata de drama, mas de fato. O bom disso é que maior que as dores, são os amores e o Amor supera tudo.
Bola pra frente mano, eu sei que você ainda vai longe e digo mais, quando você comprar sua fazenda no MT, em GO ou em RO, não se preocupe que o titio aqui segura a roda de viola e ainda levo uma galera (Upis! só os leitores desse blog). hehe!!
Vou te contar uma que você também não sabe, o futuro e primero Teatro Municipal de Porto Velho, terá uma sala com o nome da Raquel Lyrio sua esposa, como honra ao mérito por serviços prestados, afinal, hoje ela é a maior autoridade na área de música sacra e coral do Estado, tu ta querendo mais o que?? Me diz.
O tio bate palmas pra sobrinhada. Pla pla pla!!!
abraço e juízo nessa cabecinha

outubro 13th, 2008 at 12:45
Anselmo Neto
 15 

Meu caro,

Já havia tirado o chapéu pra você há bastante tempo; como amigo, como músico e, mais recentemente, como escritor. Seus textos estão demais. Agora me falta chapéu (e olha que tenho coleção) para tirar pra essa trinca que não é santíssima trindade mas é trindade também: Betão, André e Jean Carneirão (pela ordem de manifestação nesse espaço). Os caras descrevem os fatos com riqueza de detalhes que só mesmo quem os viveu poderia fazer. Não creio que alguém duvide da história do João e seus sobrinhos, no entanto, a Bíblia nos diz que o testemunho de dois homens é verdadeiro o que dizer então de três, ou melhor, de quatro?
Isso me faz lembrar os evangelistas, contam a mesma história, sem contradição e cada um apresenta uma riqueza de detalhes própria de quem esteve lá. Como não foi apresentado um quinto evangelho, me contento em ser testemunha desse quarteto fantástico.

outubro 13th, 2008 at 17:17
Swami, o sobrinho-agregado do Norte...
 16 

Tio Rubs…

Lembra-se de mim?! Aquele jovem portovelhense, guitarrista de cabeça avantajada e falador que o conheceu no início desse ano? Pois é, finalmente compareci nesse tão abençoado blog.

Não tem como ler essa história e não se emocionar, pois há o nítido e provedor cuidado de Deus na vida de cada um desses personagens.

Deixei eu lhe contar porque essa história me emocionada tanto…

Em meados de 2004 eu congregava em uma igreja um pouco mais conservadora aqui de Porto Velho/RO (sim, eu moro longe pra dedél), cidade localizada no coração da selva amazônica e privilegiada com uma projeção solar que faz com que 30ºC seja frio. Um belo domingo pela manhã, estava ministrando louvor em minha antiga congregação, feliz da vida, pois havia acabado de ser aprovado em um concurso público e estava em frequentando o curso de formação para entar chegar a tão sonhada posse. Durante a ministração olhei para a congregação e percebi que havia chegado um jovem, de boné, magrelo “dedádó”, que chegou e sentou no último banco à direita da congregação. Como já me era hábito, me dirigi ao seu encontro e sentei ao seu lado para poder receber aquele visitante.

Puxei papo com ele, logo se identificou como sendo Mané, ops, André… rsrs… com sotaque carregado de goiano, disse que já era crente e que estava a pouco tempo na cidade, procurando uma igreja para congregar. Conversando mais descobrimos que estavamos fazendo o mesmo curso de formação, porém, em turmas diferentes (uma vez que foram formados mais 800 policiais no mesmo curso). Logo após o culto dei carona àquele “perna seca”, levando-o ao encontro de alguns colegas de turma que o esperavam para almoçar. Passamos a nos cumprimentar diariamente e bater um papo “cabeça” pelos corredores daquela academia.

Alguns meses se passaram, passamos para o estágio prático daquele curso e nessa época passei pelas maiores tribulações da minha vida pessoal. Meu chão caiu, minha base ruiu, minha família desmoronou, apenas a minha fé suportou. Problemas esses que me levaram a, no reveillon de 2004/2005 (meu aniversário é em 01 de janeiro) pedir para Deus “eu só te peço uma coisa de presente… muda a minha vida por completo… quero tudo novo, quero começar denovo, pois do jeito que está não aguento mais!”.

E Deus ouviu a minha oração…

Dias depois dei meu primeiro passo, orei muito e, segundo a direção de Deus, fui para uma congregação mais fervorosa, ao adentrar naquela igreja me deparei com aquele mesmo jovem “perna seca” e de “cabelos esvoaçantes”. Como haviam meses que não nos viamos, após o culto já saímos juntos e ali iniciou-se, de fato, uma amizade que mudaria a minha vida.

De imediato me espantei com a capacidade musical daquele rapaz, o qual sempre dizia “aprendi com o tio Rubs”… pouco tempo depois veio para essas bandas de cá do Norte sua amada esposa Raquel, outro presente de Deus na minha vida.

Convivendo com aquela figura carismática e meio louca jamais imaginaria sua vida pregressa. Com o passar o tempo, a amizade estreitando e a confiança aumentando, fizeram com que ele me narrasse sua história de vida. Fiquei perplexo pelo fato daquele jovem jamais ter se deixado levar pelas mentiras do Inimigo, mas ter permanecido no Senhor. Ele sempre me dizia que agradecia profundamente a um tio dele que aos 12 anos começou a lhe ensinar música, fazendo com que jamais quisesse sair da igreja.

Pois é, tio Rubs, o “Garoto” de fato se tornou um grande homem, referencial para mim e para todos os que o rodeiam. O “Garoto” é uma videira frutífera, que contamina a todos com sua alegria e a presença de Deus em sua vida.

No início desse ano pude conhecer pessoalmente os demais personagens dessa história… Adriano, Priscila e… o famoso Tio Rubão… que já no primeiro dia virou para mim e disse… “é amigo do meu sobrinho, então é meu sobrinho!”.

Sou imensamente grato a Deus por essa família fazer parte da minha vida…. e Andrézão, você não tem noção do quanto é importante para mim a sua amizade, pois sei que és mais que um amigo, mas o irmão mais velho que não tive.

Parabéns Tio Rubs pela família linda e abençoada que tens…

Deus o abençoe!

outubro 15th, 2008 at 17:09
Adriano Sousa
 17 

Tio Rubis, não sei nem o que dizer… (pausa)

outubro 16th, 2008 at 20:23
Adriano Sousa
 18 

…A verdade é que Deus é muito bom! Às vezes pode até parecer esquisito dizer que Deus é bom depois de uma perda dessa!(Esquisito pra quem não conhece a Ele!).
Eu, como muitos que entram no seu blog, tive um momento de reflexão, uma pausa… Como bem disse meu IRMÃO, uma mistura de alegria com saudade! Já são 20 anos do ocorrido, mas parece que foi ontem… Semana passada estive lá na “rua” e conversando com uma vizinha, a Cleide (irmã do Cléber, filha do Sr. Antônio e Aparecida) recordamos um pouco dessa história. Nessa “rua” crescemos e vivemos muitas histórias! Vc, tio Rubis, chegou, tocou e , conheceu aquela que se tornou sua esposa e mãe de seus filhos… Cris! Eu e meus irmãos passamos por vários momentos: do mais chocante ao mais hilário! Ali crescemos em estatura e graça… Graças a Deus! É por tudo isso que olhamos pra trás e nos deleitamos em ver que Deus cuida dos Seus!
Vc passou pela rua outro dia e viu que muita coisa de antes (asfalto, vizinhos) ainda tava lá, “mas eles não estavam mais ali”… Então digo: A história deles, a nossa história, está ali!!! Vc faz parte desta história! É por isso que estou voltando pra lá e já lhe faço convite: No final do ano o Natal será nessa mesma casa e espero estarmos juntos!
Mesmo conhecendo essa história, fui muito edificado mais uma vez por este blog! Um abração pra vc, titio, pra Cris, Neto, Lia, Betão, Andrezão, Swami e pra toda a galera do blog do Rubão!

outubro 16th, 2008 at 21:24
André, mano do Adriano (sem gozação aí galera..... hehehehehe....)
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Se é prá reconhecer, que se reconheça em vida…

Adriano, MERMÃO, como vc disse, naquela rua crescemos em estatura em graça… vc não sabe da nossa imensa alegria por vc estar retornando para a “nossa” casa…. lugar em que Deus habita, presença certa do Senhor….

Mts pessoas guardam traumas de coisas materiais que lembram o passado, mas nós, TRANSFORMADOS pelo Senhor e vivendo de glória em glória sentimos alegria pois reconhecemos a mão de Deus em todas as coisas…

Quero deixar uma mensagem para os queridos desse blog: NÃO TENHAM DÚVIDA DE QUE DEUS TEM CONTROLE SOBRE TODAS AS COISAS, MAS SOBRE TODAS MESMO…

Agradecemos a Deus por TODAS as coisas que aconteceram na nossa vida, inclusive aquilo que era prá ser mais uma tragédia em mais uma família brasileira…. as bençãos do Senhor são para as próximas gerações…. somos abençoados por joelhos que se dobraram e se dobram por nós….

É isso aí mano, Deus me faz mais feliz por ter você e a Priscilla como referências na vida…. bjos a todos….

Deus é fiel à Sua Palavra!!!!

outubro 17th, 2008 at 1:22
Rubão
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Valeu Neto,
os testemunhos falam por sí.
Swami,
seu testemunho além de edificante, é exemplar. algumas pessoas já me falaram em off que acharam interessantes suas palavras. Creio que vocês aida tem muita caminhada juntos. O André fala de você com vontade e o tio agradecer.
“é amigo do meu sobrinho, então é meu sobrinho!”. He!!
Um abraço caloroso, até por que não tem jeito de ser diferente (38 garus). rsrs

Oi Neguinho (Adriano)
Você mandou bem, e a idéia desse texto não é fazer de vocês “Coitadinhos” ate por que vocês não são, mas é pra que sirva e tem servido de edificação pra vidas, pra pessoas que as veses murmuram por qualquer coisa. E a gente ta sempre fazendo isso.
Você além de um um bom marido, sobrinho, músico e irmão é um homem de Deus. Só te digo uma coisa; alguém ainda vai dizer de você, o que eu disse de Fabinho “O craque que eu vi jogar” chutar e driblar com os dois pés, não é pra qualquer um. Com a medida que Deus caprixou no futebol pra você, derramou na música pro André… Quem esta por perto que confirme ou diga que é mentira. Vou ficar na minha pra não dizer que é puxa-saquismo de titio, mas eu assino embaixo.
xêro do tio

André,
eu estava na sua formatura de Direito e você foi o orelhudo que discursou, me lembro bem que todos ficaram comovidos naquela noite, mas aquilo foi só uma etapa. Discurso e diploma qualquer um faz e adquire, mas personalidade é pra quem nasce.
juízo nessa cabecinha.
xêro do tio

outubro 24th, 2008 at 11:21
Cleide
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Ai Rubão, é triste lembrar destes fatos! Outro dia encontrei o do meio (estou velha,esqueci o nome) e contei esta histório pro Guilherme, meu filho. Ele ficou muito comovido e disse “mãe que triste, sem pai e sem mãe, eu não aguentaria”, eu respondi, “claro que sim, eles não estavam sozinhos, Deus sempre cuidou deles, estão mesmo crescidos e todos bem encaminhado, Deus não os desamparou.

dezembro 14th, 2009 at 15:52
Rubao
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Oi Cleide,
quanto tempo saudade.
Você encontrou o Adriano. Pois é, você assim como muitos, acompanhou a história deles de perto e pode testemunhar isso.
Deus é maravilhoso.
beijo

dezembro 15th, 2009 at 23:56

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