26
ago

O craque que eu vi jogar

   Postado por: Rubao   em Papo aberto

2371598008_64c6110e341.jpgQuem foi o maior jogador que você já viu jogar? Essa é uma pergunta que não sai de moda. Eu sou da turma de Zico e Dinamite até Romário, mas todos esses na realidade eu só vi jogando pela TV. Tive a sorte de encontrar a uns cinco anos atrás com Zico no Aeroporto de Cumbica – SP. Ficamos eu e um amigo naquela: é, não é, é, não é. E não é que era mesmo? Até peguei um autógrafo do Galinho. Ta lá guardado, quem sabe um dia as pessoas venham me procurar pra vê-lo. Um autógrafo de um craque é uma jóia rara.

A partir dos meus 12 anos, fui morar no interior do Maranhão, na famosa Codó (o nome vem de codorniz). Meu endereço era: Pça. da Bandeira nº… Morar de frente pra uma praça era muito doido, as casas eram grudadas umas nas outras, mas bem espaçosas, as janelas das salas davam direto pra rua, então se “você” estava de castigo, dali da “prisão” dava pra acompanhar tudo sem sair de casa. Dava pra deitar na pedra da janela e descobrir animais feitos de nuvens brancas naquele céu azul anil, mesmo. Brincadeira que a molecada nem sabe mais o que é.

A minha praça, era um grande retângulo com casas no seu comprimento. Tinha uma calçada boa pra gente correr de bicicleta, e cair também. Bem no meio estava a estátua de um Cristo e, todo ano vinha um cara não sei de onde, contratado por comerciantes, pra ficar rodando de bicicleta em volta da estátua por três dias sem parar. E a gente ali, assistindo. Vi Luiz Gonzaga com seu Trio cantar a 70 m da minha casa. Privilégio hein!

Na praça, na época de chuva, todas as casas tinham bicas pra rua, era uma água morna, nunca mais achei chuva nessa temperatura, a galera brincava de piscina nas poças das calçadas, banhava muito e corria até não agüentar mais. Maravilha!

Ali, além de bancos, flores e árvores sombrosas tinha o campinho de areia, endereço de todas as tardes da rapaziada, a turma aí chegando, chegando… Lá pelas 3h a bola rolava pra só parar de noitinha. E era de lá mesmo que eu ouvia minha mãe gritando: “Rubem, vai comprar o pão”. Todo dia no mesmo horário, no bom da pelada ela me chamava e eu como bom garoto… Corria imediatamente após 25 minutos de resistência, entre uma barreira (próximo, time de fora) e outra.

Do campinho a gente via a 100m o trem passar, um dia indo, outro voltando, com seu apito ensurdecedor e seus vagões carregados, gritando nos trilhos e levantando poeira. Esse era o mesmo trem que João do Vale cantou: “Pequei o trem em Teresina pra São Luis do Maranhão… E queimado lenha e soltando brasa, tanto queima como atrasa”. Do outro lado da linha do trem, numa esquina, antes do consultório do seu Beija – o Dentista da cidade – todo dia à tardinha tinha ensaio aberto da Banda The Jets, que eu sempre ia pra assistir. Eu queria fazer parte de uma banda que nem aqueles caras. Só não gostava do visual, eles eram muito comuns e eu achava que artista tinha que ser mais invocado. O dono, e baixista da banda, era o Antonio. Na Guitarra, o cabeludo e irmão dele era o Zé, e no teclado o Crente, apelido herdado do tempo em que ele freqüentava a Cristã Evangélica e outros. Os caras eram feios, mas a banda era boa. Hehe!! Depois eu descia pra pelada. A gente jogava bola dançando ao som do The Jets cantando Zé Ramalho, The Fevers, Rita Lee, Bob Marley e outros. Era muito massa. Do outro lado, na outra esquina, o famoso pé de tamarindo, azedo que só ele, mas era uma referência. Entre o tamarineiro e banda subia, com um canteiro bem arborizado no meio, uma Avenida de pista dupla até lá no alto da Igreja. No sentido oposto estava o Tiro de Guerra, ladeado pelas ruas que seguiam, descendo pro Mercado Municipal. Se preferir é só pegar à direita que vai dar no Rio Itapecuru. Tava tudo ali, tudo era visto e desfrutado com um privilégio impar, de qualquer lugar da praça.

Quase tudo mundo “da praça”, como éramos conhecidos, tinha um apelido: Fuica, Magão, Zé Gordão, Totoringô, Galo Mago, Babaquara, Crocodilo, Robô, Ovo de Cobra, Braço de Radiola, Peninha, Cheira Peido (rsrs) e Coração de Papel, entre outros. Tinha até apelido de assovio, a gente assoviava a musiquinha e o cara apelava. Hehe!!O meu era o mesmo de hoje ta? Sem gracinha!

Quando alguém me pergunta: “Quem foi o maior jogador que você viu jogar?” Se é pra encurtar a conversa, eu respondo Zico. Sou fã. Mas o maior craque que eu vi jogar, não foi Zico, foi Fabinho (ou o Velho Fábio), fomos colegas de sala de guri até o Pré-vestibular, em São Luis. Ele tinha um corpo franzino que lembra Juninho Paulista, magro, pernas compridas, muito ágil e chutava com as duas pernas. Nunca vi Fabinho ser driblado, mas vi muitos que caíram de costas com seus dribles. Ele era perfeito no chute de meia distância com o goleiro adiantado ou não. O Velho Fábio era o tipo de craque que quando não tava a fim de jogar não jogava, mas estava lá na praça, apelidando a galera a fazendo todos rirem, um mestre na gozação. Porém, quando estava jogando era um matador imperdoável, chamava a responsa pra si e decidia, ele humilhava os adversários e ainda ria.

Certo dia, na escola, depois de uma das brincadeiras do “velho”, no intervalo das aulas, eu e ele tivemos um desentendimento e quase chegamos a brigar. A briga então, ficou marcada pra hora da saída. A turma do deixa disso não deixou, e assim ficou pro dia seguinte. Eu passei aquela noite pensando: “Como vou ganhar dele e mostrar pra todos que sou mais forte, sem machucá-lo?”. Eu não tinha ódio dele e foi uma coisa boba. A tal briga não aconteceu, mas ficamos intrigados.

É muito paia ficar de mal de um amigo, ainda mais um cara que você admira, mas fui levando de barriga e ficamos assim por quase três meses, uma tortura. Tínhamos aproximadamente 17 anos.

Numa manhã, eu estava passando de bicicleta e o Velho Fábio pulou na minha frente, ele já estava me esperando Pensei: “Caramba! O cara vai querer brigar!”.

Ele me parou e disse:

– Cara, eu tomei umas cervejas pra criar coragem (era a hora, pensei) e quero te pedir desculpas, eu sou teu amigo e não da pra ficar assim. Vamos parar com essa frescura. 

O Cara me deu a mão, me abraçou e disse:

– Hoje vou me acertar com todo mundo.

E foi.

Velho Fábio essa foi a maior jogada de craque que eu vi você fazer, e não adianta transferir os méritos pra umas poucas cervejas, não. Se assim fosse, “nas assembléias dos botecos” teríamos os melhores maridos, pais, amigos…

Eis a questão:
Como dar um “Glória a Deus!” pela atitude de alguém que bebeu pra me pedir um perdão sincero?
Como não dar um “Glória a Deus!” pela atitude de alguém que bebeu pra me pedir um perdão sincero?
Eu, dos degraus do meu “politicamente correto” não tive peito pra encará-lo, por sua vez ele… Teve. Glória a Deus!

Fabinho, se estivéssemos de mal até hoje, ainda assim você seria meu craque preferido, mas craque que se presa surpreende, se supera, contraria a todas as lei e decide aos 47 do segundo tempo.

Essa não tem preço, mas vou ficar te devendo.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão

32 comentarios para

 1 

Dizem que na medida em que a idade vai avançando nos tornamos mais emotivos. Acho que isso, somado ao desfecho tão fortemente sincero e puro, me fez emocionar.

Agora, fala sério; Conheço todos os seus apelidos “de hoje”, e nenhum deles estava na lista da galera. Qual daqueles é MESMO o seu?

Aquele abraço!

agosto 26th, 2008 at 19:49
Rubão
 2 

Uái Betão!
Rubão é meu apelido. hehe!!
fica na tua que já tá bom demais rsrs
…e que se manifeste quem souber algum. Ensga!
você tem razão; “A idade fragiliza a alma.”

Dia 19/09 tenho show ai em Goiânia com Carlinhos Veiga no Martim Cererê.
http://www.prosaecanto.org
aquele abraço

agosto 26th, 2008 at 23:08
Andrezão, sempre molejão....
 3 

Ah nem ow (rsrsrs)….. o q deve ter de Fabinhos espalhados por aí hein…

Mas drible msm kem deu foi tu rapá de lembrar uma história q esse FÁBIO provavelmente jamais vai saber q foi levada p o mundo, vivida a tanto tempo atrás, provavelmente adormecida na memória….. e com uma lição tão profunda….é prá se pensar msm….

Abraço do subrin….. e conta logo o apelido rapá…….rsrsrs

agosto 27th, 2008 at 2:29
daniel martini
 4 

da-lhe rubao… que conto rapa! um abraco dum sulista, aqui da terra dos cangurus!
Deus te cuide, meu velho!

agosto 27th, 2008 at 4:57
Giovanni
 5 

É Rubão, bons tempos aqueles,uma infância com qualidade de vida,liberdade para jogar uma pelada em frente de casa, as gozações dos amigos, o papo na geral tudo muito saudável.
Jogar bola contra você não era fácil, não pela sua habilidade, mas pelo seu porte físico,uma dividida era sempre um perigo de machucar..rssss valeuu…
Excelente texto parabéns

agosto 27th, 2008 at 9:10
Rubão
 6 

Fala Andrezão,
Repito “contar a história é fácil”, o difícil é seu um craque como Fabinho. Vamos pular essa parte do apelido? O calor de Porto Velho continua o mesmo? abraço
Daniel, o André tem razão o Fabinho ta sendo conhecido até na Austrália. Como estão os cangurus aí? suadade de ti cara. abraço
Giovanni,
pra quem não sabe, o Gionanni é do “time da praça” ele é filho do seu Beija, o Dentista. Cara não vem com esse papo não, meu negócio era habilidade mesmo. hehe! A gente curtiu muito né velho? e eu não contei a história do dia que o Caroba foi lá na praça e bateu na turma de um por um. Nossa!!!!
abraço

agosto 27th, 2008 at 11:08
Silvio Simões
 7 

Bom dia “brigão”,

por favor…qual era, e continua sendo o seu apelido da turma da praça????

Muito bom!

Um abração e que o Senhor nos torne a cada dia “craques do perdão”.

Pr Silvio Simoes

agosto 27th, 2008 at 11:09
Adriano Sousa
 8 

Ê Rubão, além do seu apelido q vc nao divulgou, acho q vc esqueceu de falar que tambem já caiu de costas no chao depois de levar um drible do Fábio…Pode confessar! Pra lembrar e relatar dessa maneira é porque já foi vítima também! Aposto que a criatividade para os apelidos vieram de ti! Ah, quem é o Braço de Radiola? Um abraço! Parabens pelos textos maravilhosos!

agosto 27th, 2008 at 12:37
Rubão
 9 

Ô Simões, fique na sua viu?
Bom saber que vc irá receber o Carlinhos Veiga aí nos States, tenho certeza que vocês serão abençoados e ele tembém.
Adriano, cair eu nunca cai não, mas o bicho era liso.
Ah! Braço de Radiola ou Tripa é o Neto. Na CI ta Anselmo, ele tem o braço torto(razão do apelido) até hoje.
Sábado vou assar uma carne na casa dele.
obs: Todos os leitores desse blog estão convidados. rsrs
abraço

agosto 27th, 2008 at 12:57
Anuar Oliveira Júnior
 10 

Uma bela narrativa que reporta nossa inocente infância e juventude!
Parabéns!
Grande Abraço!

agosto 27th, 2008 at 15:05
Marcelle "esposa do Mimi" rsrsrs
 11 

Rubãooooooooooooooooo
cara, fiquei muito emocionada com essa história da nossa terrinha (Codó)…viajei em cada canto da pracinha do cristo…das casinhas, das plantinhas, e das bicas rsrs…não tem chuva mais gostosa do que a de codó!!! rsrsrs eita saudadesssss.
Parabéns pelo seu blog, tá show de bola!!! e com essa história vc foi o melhor jogador!!!
bjossssssssssss

agosto 27th, 2008 at 16:27
Marcelle "esposa do Mimi" rsrsrs
 12 

Rubãooooooooooooooooo
cara, fiquei muito emocionada com essa história da nossa terrinha (Codó)…viajei em cada canto da pracinha do cristo…das casinhas, das plantinhas, e das bicas rsrs…não tem chuva mais gostosa do que a de codó!!! rsrsrs eita saudadesssss.
Parabéns pelo seu blog, tá show de bola!!! e com essa história vc foi o melhor jogador!!!
bjossssssssssss

agosto 27th, 2008 at 16:27
Jean Carlos Bayma
 13 

Ô Rubão! leio tudo o que você escreve, a bem da verdade que nem sempre faço os meus comentários, a grande maioria das vezes guardo pra mim mesmo e fazem parte da minha meditação após um dia stressante de trabalho. Mas, Negão, eu não poderia em hipótese nenhuma me omitir diante dessa narrativa tão verdadeira e a tua capacidade de fazer a gente se emocionar lembrando de coisas tão simples… O melhor da história é você conhecer os personagens, o local e mergulhar nesse universo chamado PASSADO e constatar que a história toda é verdadeira… “O Velho” era o cara… jogava muito… Mais uma vez não custa nada te agradecer… Brigaduu véio! pelas boas lembranças… Se algum dia eu escrever algo sobre o melhor músico que eu vi tocar o cara seria você… Valeu! você é o cara… Parabéns pela “retórica” e mais uma vez… OBRIGADO PELO PRESENTE… POIS O PASSADO FOI EMOCIONANTE…

agosto 28th, 2008 at 10:08
Rubão
 14 

Anuar meu brother,
sua irmã Rogéria foi uma das melhores amigas amigas que eu tive, estudamos juntos esse tempo todo. A gente (tchurma)descia de Bike da escola e filava um suco da sua mãe. Bons tempos mesmo.
Abraço

Oi Marcelle, chuva com água quente, é tudo de bom. Diz aí!
Obrigado e some não. beijo

Jean, ainda que bem que você viu o Velho Fábio jogar, senão alguém poderia pensar que foi só imaginação fértil do autor. rsrsrs
Você também quando não tinha pança, jogava muito. rs
some de mim não.
abraço pra renca de São Luis.

agosto 28th, 2008 at 11:08
Aila Holanda
 15 

hihihihih .. muito boas suas histórias…. mas.. esse autor tem “imaginação fertil” hein? ou sera que nao!! rs
Ainda tô esperando as musicas de vcs !! Já esqueceu?? mande-me, por favor!!!!!!!!!!

agosto 28th, 2008 at 11:51
Marcelle "esposa do Mimi" rsrsrs
 16 

hiii esqueci do principal comentário!!!!
Ao ler a parte que fala da sua mãe querida (a nossa Julinha)…”Rubem, vai comprar o pão”…foi como estivesse ouvindo ela aki do meu lado, com aquela voz mansa e delicada que só ela tinha…affff saudade boaaaaaaa:)

agosto 28th, 2008 at 11:58
Marcelle "esposa do Mimi" rsrsrs
 17 

hiii esqueci do principal comentário!!!!
Ao ler a parte que fala da sua mãe querida (a nossa Julinha)…”Rubem, vai comprar o pão”…foi como estivesse ouvindo ela aki do meu lado, com aquela voz mansa e delicada que só ela tinha…affff saudade boaaaaaaa:)

agosto 28th, 2008 at 11:58
 18 

Ê Massa rapaz, vem cá me diz uma coiiiisa… Quando fomos no Codó, mais ou menos em 1905, num tinha uma galera que te chamava de Dedo de Aço?

agosto 28th, 2008 at 12:26
Rubão
 19 

Aila,
O lance não é ter imaginação, é convecer os amigos de que sua inaginação é real. heheh!
não é o casa claro. kkkkkkkkk

Marcelle,
A Julinha era um doce mesmo.
E tinha que ter saco pra aturar a minha fominhagem por bola. Se eu puxa-se mesmo pra ela, seria o ‘”Rei sa simpatia”. Saudadeeee.
Ô Betão fique na sua, o calor de Goiânia ta te fazendo “viajar” ? Onde foi que tu achaste esse “Dedo de Aço” cara?
Vamos mudar de asunto? rsrsrs
abraço

agosto 28th, 2008 at 15:03
Anselmo Neto
 20 

Eu fiz parte daquela turma da praça, às vezes participava das peladas mas, como nunca fui craque, outras vezes tinha que me contentar em assistir aos shows de Fabinho & cia. Meu apelido está na lista do Rubão, quem me conhece descobre fácil. Já enviei o texto para o velho fábio e espero que em breve ele venha a se manifestar nesse espaço. Em tempo: Foi da Praça da Bandeira que saiu, primeiro para o Fabril e depois para o mundo o talentoso Jackson, filho do Geraldo (meu vizinho de quintal) ex-Palmeiras, Sporte Recife, Cruzeiro, Internacional, Coritiba e atualmente no Vitória da Bahia.

agosto 28th, 2008 at 16:42
Adriano Sousa
 21 

Rubis, vou insistir… Pode confessar que ja caiu de costas depois do drible, rapaz! Qdo li “Braco de Radiola” logo lembrei do Neto, mas fiquei na minha (receio)!Hehe! E “Dedo de Aço”?!?… Quem era? (Valeu Betao!)

agosto 28th, 2008 at 18:47
CLECIO NASCIMENTO DE SOUSA
 22 

Rubão: massa a narrativa. Como é bom relembrar os fatos do passado, de um tempo de pura ingenuidade. Apesar de morar na Rua do Bomba, pertinho da Praça da Bandeira, vi e convivi com esses fatos. O Fabinho é cara excepcional. Mas um coisa me chamou a atenção: Os The Jets – aqueles caras todos onde estão? Ainda tinha mais vocal do grupo: o Ratinho.
Um grande abraço: Clécio, Belém do Pará. Vou repassar a matéria para o Nicanorzinho, que não é jogador de nada, mas é um amante da bela Codó.

agosto 29th, 2008 at 0:28
ANDREZAO, COMBATENTE, EX-MOLEJAO, PRIMO DE JOSEPH KLIMBER.....
 23 

Conta, conta, conta, conta, conta…..

Se não contar, o grande coro vai aumentar……

Anda logo dedo de aço (e tem q ter explicação do apelido)…..

Abraço da resistência desarmada…..

agosto 29th, 2008 at 0:47
 24 

Superada a primeira fase do desafio (todos já sabem quem é “Dedo de Aço”), resta agora saber:

Qual a origem, o motivo, a razão de ser, do apelido “Dedo de Aço”?

E aí Adriano, bora por pilha?

agosto 29th, 2008 at 10:41
lia
 25 

Rubis, você foi fundo. Minha boca encheu d’agua ao lembrar do tamarindo. Mas essa foi a melhor e mais rápida viagem de trem que já fiz. Vou mandar uma foto do trem de Codó para você.

agosto 29th, 2008 at 13:03
Rubão
 26 

Ô Andrezão , Adriano e Betão vão procurar o que fazer… hahaha!
esse “apelido” não pegou não, mas os que chamavam, era devido o chute bicudo, forte e certeiro. Claro! Que eu dava, DESÇALÇO. salão, campo, terra, piçarra… qualquer um. Agora virou pé de moça se andar descalço faz bolhinha. kkkkkkk
Ainda pego vocês.
Oi Lia, lembrou do tamarineiro né? o trem ta surrado, mas é ele mesmo. O Próprio.
Fala Clécio,
Você lembrou bem, tinha no The Jets o vocalista Ratinho e uns bateras “flutuantes”. O craque Fabinho não me driblava porque eu só jagava do lado dele. rsrs.
Bom receber a visita da galera da Rua da Bomba, do ladinho ali.
grande abraço

agosto 29th, 2008 at 13:45
lia
 27 

Adriano, Andrezão e Betão, com certeza o braço de radiola sabe a origem do dedo de aço. Ha, ha, ha…
(Com todo respeito ao blog do amigo)

agosto 29th, 2008 at 13:46
Sidney Feitosa - Recife
 28 

Rubão, não sou da sua região, mas gostei muito do texto. e pecebo a facilidade que você tem pra sensibilizar e agregar os conterrâneos perece que todo mundo se sentiu envolvido.
resolvi quebrar o clima(só tinha galera do Maranhão) e entrar no bate-papo. ate porque a lição do craque Fabinho, não é privilégio do vcs, é uma lição pro Brasil e mundo. Que história hein.
fiquei até com vontade de conhecer esse cara.
quem dera, aqui tevessemos aguém que contasse, nossa história com tantos detalhes.
bom, falei muito.
continue, abração

Sidney Feitosa – Recife

agosto 31st, 2008 at 11:49
Giovanni Barbosa
 29 

É Rubão, o nosso velho Fábio está conhecido no mundo cára. A figura do Fabinho com sua timidez característica, mesclado com ingênuidade é show de bola né.Dentro de campo nem pecisa falar.Estava lembrando de um campeonato que ví naquele campo na descida da água fria, onde ví jogar Fabinho Risadinha e Choró no mesmo time, não preciso nem falar o resultado, goleada no adversário sem dó.Esses três fizeram história.
Grande abraço.
Giovanni

setembro 1st, 2008 at 23:02
Chiara
 30 

Adoreei o texto. Acho que sei quem é o famoso ” cheira peido” e até hoje ele ( meu querido pai ) é chamado assim. ahahah!
beijos.
Chiara Gomes, a filha do Pedro Afonso (vulgo cheira peido! )
;*

setembro 10th, 2008 at 21:14
Rubão
 31 

Fala Giovanni aí você disse tudo. Fabinho, Risada e Xoró deveria ser proibido por lei de jogar juntos. Hehe!! Só craque. quem viu, viu. Quem não viu continue assistindo essa nossa celeçãozinha pé-de-chinelo, que não ganha nem da Bolíva dentro de casa. Feliz somos nós que vimos esses craques jogarem (e com a alma hein!). abraço
Oi Chiara.
Haha!!!! Que que eu vou dizer…
Você já disse tudo. hehe.
seu pai estudou comigo. mando um abraço.
Obrigado por sua visita.
some de mim não
beijo

setembro 11th, 2008 at 11:36
 32 

Ah, pode deixar que eu mando o abraço pra ele. Estou indo hoje pra Codó..matar a saudade de lá. Nossa, papai era muito danado quando criança, aliás, não só quando criança, como até hoje..sei de cada história! ahahah . Beijos

abril 7th, 2009 at 15:54

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