Archive for setembro, 2008

25
set

Eu bem que tentei

   Posted by: Rubao   in Papo aberto

casamento_2.jpgEsse final de semana entre um show na sexta e outro na segunda tive um casamento imperdível no sábado. O casamento da filha de um velho amigo não acontece todo dia e nem se deve perde sem uma justificativa que seja no mínimo hemorrágica (nem sei o que é isso) Mas não se deve perder.

Então, acredite se quiser, com muito sacrifício não pra ir ao evento, mas pra me arrumar, tirei um terno preto do guarda-roupa, escolhi uma gravata vermelha, separei uma camisa branca, um par de meias pretas, meu sapato Mr. Foot, preto, tamanho 42 que não fica desgastado não sei por que, um lenço pros imprevistos e passei olhando pra uma boina, mas desisti dela. Foi difícil.

As bodas estavam programadas pra acontecer num lugar maravilhoso a 300 m do Rio Corumbá numa área bem trabalhada em seus relevos valorizando o paisagismo verdemente ecológico tendo ao centro uma enorme piscina, onde ali, ás margens daquela água azul se daria o enlace matrimonial.

Como era numa Estância, cheguei um pouco cedo, já pensando em me arrumar lá, isso já era programado pelo pai da noiva, alguns até ficaram pra dormir nas confortáveis acomodações. Daí em diante, três coisas me chamaram a atenção: Uma é que eu havia esquecido o cinto, mas logo descobri que com a pressão abdominal a calça ficou firme. Eu não iria dançar encima da mesa mesmo, e ainda tem aquele detalhe de que os bem informados devem abotoar apenas os dois botões de cima do terno. Pura besteira, nem faz sentido, da próxima vez, só de birra vou abotoar todos, tô nem aí pra etiqueta. A segunda é que tinha muita comida e bebida, coisa de chamar a atenção. Maravilha! E uma terceira, é que o tempo estava fechado e os pingos que sujaram meu carro na estrada, estava lá também. CARAMBA!

Sabe aquela mulherada que decora o salão? Essas são todas iguais, estão sempre com aquele cabelo na chapinha (feita às pressas), bem maquiadas, com o mesmo terninho preto, super estressadas misturando testa enrugada com sorriso forçado, mas são muito dedicadas, é verdade. Já viu isso? A pois… Elas estavam loucas, o troço era a coisa mais linda, mas não à prova d’agua, aí ficou aquela coisa de tira, volta, junta as cadeiras, cobre as mesas e a piscina perecendo um formigueiro com aqueles pinguinhos, aquilo foi pior que dor de dente. Eu não falei dos castiçais. Imagine aquele corredor à luz de velas, o noivo meio pálido com seu cabelo no gel, nervoso, mas esperançoso. A rapaziada jogou bola a tarde inteira, tomou um banho rápido, botou um perfume e aproveita pra falar do Campeonato Brasileiro com os manos, a  mulherada competindo fofoca, armação de cabelo, decotes e obviamente com as costas peladas, passando um frio miserável, mas mantendo a pose, esperam ansiosas o momento, as daminhas parecendo porcelanas e a noiva entrando encantadora rumo ao altar. Fique imaginando.

Olhei pro céu, e disse: – Misericórdia! Tinha quatro meses que não caia uma gota de água e bem no casório… Aí como bom amigo do pai da noiva, eu pensei, vou orar por um milagre. Eu já ouvi uma história de um caso semelhante, o pai do noivo que conheço só de ouvir falar e parece ser gente boa, também presenteou o filho com uma festa junto com o casamento, e como era por essa época do ano, ele foi mais cauteloso e preferiu fazê-la no salão de festas, e você acredita que até deu uma chuvinha também? Desse milagre ele não precisou, só que ao contrário do meu amigo, ele calculou errado as bebidas e no bom da festa faltou vinho, Hum! Pense num mico que seria! Aí ele precisou de um milagre. Ah! meu irmão! O pai do noivo tinha um amigo chegado assim que nem eu, e não é que Ele teve a mesma idéia e falou:

- Amigo, minha mãe tá preocupada com você e eu tive uma idéia, vou orar a Deus pedindo um milagre, vamos encher esses tonéis de água e eu vou pedir pra que Ele transforme tudo em vinho.

- Ora mesmo, por que eu já tô desesperado. Disse o pai do noivo.

E não é que os tonéis que estavam com água se transformaram em tonéis de vinho, rapaz! E vinho da melhor qualidade pra fechar a festa. Colocaram até o nome de “Vinho tinto seco Caná da Galiléia”. (Vinho bom geralmente tem o nome feio mesmo) Coisa de primeira, literalmente. E não é conversa fiada não, o pessoal que tava lá é que conta essa história e até a publicaram.

Aí eu pensei cá comigo, eu também vou orar com fé, se aquEle amigo do pai do noivo orou e aconteceu lá, eu como amigo do pai da noiva vou orar e vai acontecer aqui. Pense numa oração de fé! Eu falei:

– Senhor quebra esse galho pro meu amigo, ele deveria ter feito um plano “B”, mas o Senhor viu a correria. Ele é cabra bom, e esse é o casamento da única filha dele, o Senhor sabe com é. Muito obrigado por me ouvir, amém.

Você acredita que Ele ouviu minha oração? Pois ouviu. Ouviu e me respondeu na hora, foi pá e bola. Desse Ele:

- Rapaz, você é um bom amigo e eu te ouvi, e te digo mais, fiquei sensibilizado com sua preocupação, mas vou ser direto, tem tanta gente orando agradecendo a chuva nesse mesmo momento, que seria covardia eu mandar pará-la agora, mas fique triste não.

– Sim, respondi.

– Eu vou abençoar o casamento.

- Amém né, fazer o que?

E foi ali, numa lateral da varanda, com os arranjos reorganizados em improviso, ao som da marcha nupcial e dos pingos do céu, que minha “sobrinha” se casou com a benção de Deus.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão

18
set

Quem sofre de véspera é peru

   Posted by: Rubao   in Papo aberto

palco_auditorio.jpg

Uma das pragas que o século XXI herdou do século XX, foi a ansiedade, que sempre existiu, mas estamos convivendo com este ser invisível num grau alarmante que pega do doutor ao servidor. Sem falar que ela trouxe consigo a Depressão e a Síndrome do Pânico, eu mesmo conheço algumas pessoas próximas que conviveram ou convivem com este mal.

Pois bem, esses dias andei me sentindo extremamente ansioso e sem grandes razões, mas ciente de que elas existem. Tudo tem uma causa que por sua vez cria uma reação. Descobri cá com meus botões que é por causa dos dois shows que farei nos próximos dias. Não deveria ser razão pra tanto, já faço isso a mais de 16 anos, mas…

Sabe aquele friozinho? Sempre me acompanha. Ainda mais que a timidez, eterna e fiel companheira, não troca de parceiro. Um dos meus problemas com a timidez não é o fato de ser, mas é o de ninguém acreditar. Caramba! As vezes até penso que é gozação. “Neguinho” vem  nuns papos tipo: “Cara, vamos lá. Você pega o microfone a agita a galera enquanto começa.” Humm! E ainda tem aqueles que dizem: “Cara, vou marcar pra você dar uma palestra na minha Faculdade” Nossa! Só de pensar, já tô suando.

Sou um cara detalhista, o que não quer dizer organizado e produtivo, parece que os detalhes às vezes ficam por conta de coisas irrelevantes, de qualquer forma… Ontem resolvi “chutar o balde” conta a ansiedade. – Quer saber? Pensei eu. – Vou comprar um camisão discreto (?), uma boina invocada, dar um trato no sandalhão de couro e vou correr pro abraço. Pra ser exato, corri pro calçada pra meu roller diário. Maravilha! Fato é, ficar em casa pensando e pensando… Não tá com nada. O lance é sair de casa, olhar vidas, e ai, você descobre que esse tempo é necessário para que sua mente tenha liberdade de respirar, além da barriguinha que da um leve toque de sumiço e a sensação de atleta do ano.

Na minha caminhada pelo calçadão, viajei legal nas idéias e fui de Paulo a Djavan. Paulo diz: “Não andeis ansiosos por coisa alguma” Ele até sugere que se faça uma oração a Deus. Algo saudável e sem contra-indicações. Djavan canta: “Quem sofre de véspera é peru” Muito boa essa. Aí eu dei uma risada, tipo aqueles caras que conversam, sozinhos lembra? Aí mano, todo cara que passava por mim, eu olhava, balançava a cabeça e dizia em pensamento: – Sexta dia 19 de setembro, estarei dividindo o palco com o grande músico goiano Carlinhos Veiga no Matim Cererê em Goiânia, e vou pra cima. aparece lá. Aí vinha outro cara e eu dizia: -Segunda feira dia 22 de setembro, estarei dividindo o palco com Carlinhos Veiga na Funarte, sala Cássia Éller em Brasília, e vou pra cima, aparece lá. E assim eu ia reversando. Do meio pra fim eu já estava dizendo assim: – Galera! Combina aí pra não ir todo mundo pro mesmo lugar senão vai ficar gente de fora. Hé! Curtição pura e ainda cheguei leve em casa.

Se você estiver nas redondezas, aperece lá. Eu vou correr pra cima. E só pra relembrar, como diz meu colega Djavan: “Quem sofre de véspera é peru”. Eu hein!

Um xêro pra quem gosta da gente

Rubão

10
set

Tá vazio o portão

   Posted by: Rubao   in Papo aberto

portao1.jpgDomingo passou na TV uma reportagem sobre aquele rapaz que depois de ser flagrado pelo pai desviando grana da empresa, foi demitido e ainda perdeu a vaga pra madrasta (namorada do pai). Resumindo o cara articulou e matou o pai e a madrasta a tiros. Em condicional, e proibido de afastar-se de sua residência em São Paulo, ele foi encontrado no interior de Rio Grande do Sul levando uma vidinha normalzinha como se nada tivesse acontecido. Seu nome, Gil Rugai. Muito paia esse moleque.

Ai lembrei da história de outro rapaz que quase matou os pais, mas de desgosto. Seu nome, Pedro Filho, um rapaz assim como Gil Rugai, de família equilibrada e até então, um bom garoto. Só que o cara começou a andar com umas figuras estranhas, cheias de idéias estranhas e seu comportamento tornou-se insuportável com o povo de casa. É aquela velha história, o cara tem tudo, roupinha lavada, comidinha da mamãe, frutas na cesta da cozinha, um cachorro de raça da moda (pode ser um pit bull), o carro que, se ainda não é o dele, é ele quem administra os horários de final de semana com aquela voluntária condição de lavar o carro no sábado, ao som do novo hip hop do Snoop Dogg, pra mais tarde radicalizar, hora andando muito devagar pra que todos o vejam, hora andando muito rápido pra que todos…

Por mais duro que o coroa seja, ele termina cedendo pra não entrar naquele seleto grupo dos pais ausentes. Esse é um sentimento terrível. Tanto que quando o menino entra pras drogas a primeira coisa que ele alega é que não era compreendido em casa. E nesse caso todo pai está “errado”. Isso também é paia. Conheci faz pouco tempo um rapaz num encontro de Casas de Recuperação, ele mesmo me contou que certo dia estava tão chapado que chegou a jogar a mãe com violência contra o portão. Um cara que teve tudo, inclusive colinho e colégio bom e ainda assim saiu de casa. Onde esta a culpa?

Mas Pedro Filho foi além, chutou o balde e resolveu sumir, escafeder-se, sair de casa, curtir a vida sem as regras de um lar. Então surgiu o grande problema, a grana. Acredite se quiser, o cara ficou tão pirado que pediu a herança antecipada. Alguém já me disse que pedir herança em vida, é pedir pro pai morrer. E é mesmo.

Imagine a cara do coroa tentando contornar a situação sob os olhares carregados de uma mãe vendo sua “cria”, fruto do seu ventre, agindo com tamanha insensatez. A verdade é que venderam um carro daqui, uma loja de aluguel dali, e contrariados passaram a grana pro “filhão”. O cara saiu e nem deu tchau, cheio da grana partiu pro Nordeste onde tem sol, praia, mina e farra o ano todo. Pronto. Estava no paraíso. Pedro filho fez amizade ate com o filho do prefeito e namorou uma prima do cara, mas o bicho em vez de montar uma pousadinha pra ele ou um pequeno negócio, só torrava, só torrava… e a grana acabando, você já viu esse filme? Todo mundo conhece alguém assim.

O “Mané”, se valendo do desperdiçado tempo que ficou numa boa escola de guitarra e violão, inventou de tocar num barzinho. Os turistas bêbados nem reclamavam da péssima qualidade do seu som, mas as cervejas, o fumo, os bermudões de surf e o aluguel do quartinho consumiam mais grana do que entrava, claro. Aí já era! O cara quebrou legal, a galera do luau sumiu, a sobrinha do prefeito caiu fora, o dono do barzinho o despachou e ele foi caindo na real.

Envergonhado ele saiu do litoral numa carona de caminhão e foi até Prodilândia cidadezinha do interior a 150 Km de onde estava, parada que só folha de árvore de natal.

Faminto e disposto a fazer qualquer coisa, ele consegue trabalho num pequeno sítio e, como não tinha habilidade com cavalos e com gado, lhe sobrou a opção única de cuidar dos porcos. E olha que o chiqueiro desse sítio deve ter sido campeão mundial de mau cheiro. Ghuwr!!! Qualquer cristão vomitaria só de olhar, mas sem escolha ele se submete a passar os dias cuidando e até comendo coisas que deveriam ir pros porcos.

Com aquele aroma caracteristico no ar, ele teve que ter estômago de anta. Aliás, ele foi uma anta ao sair de casa e estava percebendo isso. O orgulho dizia: Não volta, todos vão rir de você. A boa escola dizia: Se é pra comer resto aqui, é melhor ser motoboy do seu pai e ter comida boa todo dia.

Moral, o cara, já especialista, pega mais uma carona e agora de volta pra casa. Derrubado, magro, dentes precisando de reparo, um monte de óleo de peroba na cara pra encarar os velhos e a determinação de pedir perdão e ser aceito pelo menos como um empregado. Aí surge a cena mais louca, que daria até um filme. O coroa lá do portão reconhece o moleque vindo, mesmo que defigurado e corre pra abraça-lo e beijá-lo. O grande barato é que não foi por coincidência, ele nunca desistiu de esperar o filho de volta, todo dia estava lá olhando pro horizonte esperando angustiado, mas certo de sua volta.

O pai organiza uma festa, com roupas novas, vinho do melhor, tênis da hora, etc. Tudo de bom, como se ele tivesse passado no vestibular do ITA. A mãe chora sem parar a alegria transborda, e o outro filho, o mais velho, enciumado não se contém de raiva. – Eu sou trabalhador e nunca tive isso, esse mala torra tudo e ainda ganha festa? Isso é injustiça.

A história de Pedro Filho deixa um pergunta no ar: Quem é você nessa história?

1- O próprio Pedro Filho, o garoto que causou todo esse desconforto na família, mas voltou arrependido?

2- O irmão mais velho, que se sente injustiçado e até certo ponto com razão?

3- O pai que nunca desistiu do portão até que o filho voltasse quase 3 anos depois?

Pedro Filho nunca imaginou que seria tão humilhado como foi em Prodilândia, assim como não imaginava que seu pai o amasse tanto.

Já é fim de tarde e o portão finalmente esta vazio…

Um xêro pra que gosta da gente

Rubão

2
set

Chicote doido

   Posted by: Rubao   in Melhores Artigos, Papo aberto

corpoemas_18.jpgAcabei de chegar da Feira do Livro de Brasília. Fique mais de 5h em pé, devorando livros, almanaques, livros, origamis e livros. Minha menina fez a festa, e  nós as contas do investimento. Foi um bombardeio de literatura, arte e informação. Esse ano quem me chamou muito a atenção foram os “cabras do Cordel”. Perece que as letras se lhes escorrem dos dedos. Então empolgado pelo clima, me atrevi a riscar, esse, que se cantado, seria um repente.

 

Chicote Doido

Chicote doido, chicote de dar em doido
Chicote doido vai bater noutro lugar.

Sou nordestino barulhento, enjoado
Vim pra animar a festa desse cidadão honrado
Mas não vou ficar calado diante da hipocrisia
Que é a praga deste mundo e que destrói a alegria
Que provoca esse rapaz simpático e inteligente
Que esta se rindo de lado, pois falta um dente na frente
Ele é um grande amigo meu, mas está muito carente.

Se ele esta muito carente, olhe bem pra este outro
Tá com a cara de faminto, mas comeu uma qualhada
Só que não foi um copinho, foi logo uma latada
E tudo embananou-se num purum pum-pum danado
Que incomodou num raio de 10.000 m 2
Derrubando homem valente, não no murro, no desmaio
Esse bicho é amigo meu, mas está desmantelado.

Pode estar desmantelado, mas é um cara bacana
Que que eu digo deste outro, que parece um pau-de-cana
Que até o sol derrete perante sua boniteza?
Que faz barata cuspir e dá enjôo em gambá prenha
Tem sorriso de dragão e bafo de urubu
Que que eu vou dizer pro mundo se isso for mesmo beleza,
Se ele também é amigo meu e contraria a natureza?

Já percebi que nessa roda tem doutor
Homem estudado, formado lá na faculdade
É com respeito seu doutor advogado
Que eu lhe chamo pro repente diante dessa platéia
Que tem moça sorridente e uns três com diarréia
Tem bicudo orelhudo todo metido a galã
Com a cintura no pescoço sonhando em ser modelo
Pra ele é encantamento, mas pra nós é pesadelo.

Já que o senhor é doutor pode tomar a palavra
Mas pra conservar os dentes, pense bem na sua fala
Todo cuidado é pouco quando for mexer comigo
Se sobrar para o senhor eu não me responsabilizo
Seu doutor é estudado treinado na falação
Mas, difícil é burro brabo e eu amanso uns três por dia
Para mim é brincadeira, pro doutor é agonia.

Aqui na cidade grande só se diz que é doutor
Quem passou na faculdade de engenheiro, advogado
Medicina, professor, de repórter e “agronomista
Lá pra nós é diferente, basta ter 16 anos
Passar dos 40kg, viajar pra todo lado
Ser macho e atrevido que o cabra já tá formado
Pelo que passei na vida eu já tenho é doutorado.

Tenho fama de brigão, mas é que o povo fala muito
Olhe que eu sou legal fui até com sua cara
Outro dia apareceu um fulano Bruce Lee
Metido que nem garrote com olhim de jutirí
Só dei-lhe um, no pé da venta que o japa desembestou-se
Fugindo que nem cigano, e eu não peito infarento 
Porque cada muro meu é um coice de jumento.

Eu não sou um psicólogo, mas já percebi de longe
Tem uns três aqui rezando sorrindo pra não chorar
Desde que eu tô cantando não mudaram de lugar
Já que o cheirinho incomoda, disfarce e dê uma voltinha
Com esse sorriso amarelo de melão morrer de inveja
Pode sair de fininho que eu já vi a borradeira
Diga que é indigestão, mas eu sei que é caganeira.

Eu já vou me retirando, pois já conversei bastante
Se o convite for refeito quem sabe volto outro dia
E eu pergunto o que seria desse artista sem vocês?
Se o amigo me pedir vou cantar tudo outra vez
E pra quem não é murrinha e tem um bom coração
Colabore com um real ajudando o “Maranhão
E se gostou que bata palmas
Pra esse filho do sertão.

Um xêro pra quem gosta da gente.

Rubão