Nosso país é realmente o país das Marias, quem não tem uma na sua vida?
Maria “Emergência” – A minha tia Maria do Socorro atende ao telefone assim: Pronto! Socorro (Pronto-Socorro).
Maria Niva – A moça que trabalha na minha casa. Seu nome deveria ser Maria Nívea, mas por um erro… ficou um bom nome artístico. Cairia bem num consultório de Pediatria: Dra. Maria Niva – Pediatra.
Maria Rita – Cantora de primeira grandeza que conseguiu superar as comparações com sua mãe Elis Regina e imprimir seu próprio estilo doce e encantador.
Quantas Marias mais poderia citar? Muitas. Até voltou a moda de nomes como: Maria Eduarda e Maria Antonia. Como eu poderia esquecer daquela que me marcou se Maria é esse nome tão presente na vida do brasileiro? A moça da padaria chama-se Maria, a coleguinha do meu guri é Maria, tem até professora da escola dele com o nome de Maria. Você conseguiria esquecer? Eu não, até porque é uma história antiga e como cada um tem a sua, com seus marcos e fatos, eu também tenho a minha.
Maria, moça simples, bonita e dona de uma meiguice única, que me foi apresentada quando eu ainda era um adolescente magrelo com um cabelo que não sabia pra qual lado iria ficar (era uma farofa), espinhas brigando pra aparecer uma mais que a outra, hormônios à flor da pele e um monte de informações procurando seu “lugar ao sol.” Foi em meio a toda essa “borbulha de amor” que conheci Maria.
Eu fico tranquilo pra falar, até porque todo rapaz conheceu pelo menos uma Maria na sua vida, alguns tem vergonha de assumir, outros acham que isso pode lhe ferir conceitos ou posições, sei lá. Eu confesso que já passei dessa fase e lembrar não ofende não é mesmo? tô nem aí.
Essa turma que vira ( muda, se torna ou passa pra…) crente como eu, tem que enfrentar as autarquias da razão, é verdade. A turma dos fariseus de plantão ficam no pé querendo explicações Marianas como se eu não tivesse inteligência bastante pra pensar e discerni o que tem ou não haver. Eu sou meio fechado com as minhas histórias e admirações, mas aqui em casa isso é caso bem resolvido.
Não sei por onde sua mente viajou, mas eu sou fã mesmo é de Maria de Nazaré, claro! a mãe de Jesus. E como não seria? Ela não foi escolhida à toa, foi escolhida pelo próprio Deus, aquele que vê a alma e conhece os pensamentos. “E conceberás e darás luz a um filho. O Salvador, e o seu nome será Jesus”. Lucas 1:31
Eu era molecote quando me apresentaram Jesus e fizeram a gentileza de me apresentar também sua mãe, até por que Ele não surgiu, Ele nasceu de mulher, nasceu de Maria. E eu pergunto: como esquecer esse nome?
Sou fã de Maria porque ela num momento decisivo disse: – Eu aceito o desafio, mesmo que todos digam não, inclusive José. Por isso ela ouviu do anjo: - ”Salve agraciada, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”. Lucas 1:28
Maria é pra ser lembrada e admirada sempre. Ora, ela embalou, deu peito, colocou pra arrotar e passou merthiolate e band-aid nos arranhões do pequeno Jesus, aquele que viria a separar a história em antes e depois dEle, aquele que foi homem e Deus sendo gerado pelo Espírito Santo no ventre da jovem Maria antes mesmo que José a tocasse.
Ele que não provou o gosto amargo do pecado, mas o conheceu ao ponto de morrer exatamente por causa dele (o pecado, meu e o seu), causando um rasgo no véu do templo numa morte humilhante e cruel mesmo que necessária e entendida até então, só por Ele. Num cenário mórbido e sombrio de pregos, lanças, vinagre, suspiros, espinhos, choros, cruz e sangue. Sangue de verdade que escorreu pela cruz, caiu no chão e coalhou, manchando a terra. Nada anormal, não fosse por sua vitória sobre a morte ressucitando 3 dias depois.
Qual mãe entenderia, qual mãe concordaria com a morte voluntária de um filho perfeito de apenas 33 anos? Maria chorou, sofreu, mas liberou sua benção.
“A minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou na baixeza (humildade) de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.” Lucas 1: 46-48 Parte do “Cântico de Maria”.
É por essas e outras que sou um crente, fã de Maria, só não acendo vela. Até por que acho que ela não aceitaria.
Um xêro pra quem gosta da gente.
Rubão





